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 Veja o  Informativo Febralot

 
 

LOTERIAS FEDERAIS DISPONIBILIZAM CARTA DE SERVIÇOS PARA APOSTADORES.

13/08/2010 - Portal do Ministério do Planejamento.

Nos próximos dias, os apostadores do sistema de loterias da Caixa Econômica Federal irão contar com a Carta de Serviços das Loterias CAIXA para obter informações sobre produtos lotéricos. O documento estará na internet para download e consultas a partir do dia 16.08 no sítio www.caixa.gov.br/loterias.

A primeira Carta de Serviços da CAIXA traz informações sobre horários de atendimento, dias de sorteios, modalidades de produtos lotéricos, alertas sobre procedimentos de segurança em relação aos prêmios, entre outras orientações. O modelo impresso da carta foi divulgado hoje no Gabinete da Secretaria de Gestão, na sede do Ministério do Planejamento, em Brasília. No lançamento foi entregue também um CD com o documento PDF em alta resolução.

O ato contou com as presenças do diretor do Departamento de Programas de Gestão da Secretaria de Gestão, Bruno Palvarini, do Superintendente em exercício da Superintendência Nacional de Loterias, Gilson Cesar Pereira Braga, e do gerente de Padrões e Planejamentos da CAIXA, Itamar de Carvalho Pereira.
Pela Secretaria de Gestão também participaram o gerente do Prêmio Nacional da Gestão Pública, César Viana, e a integrante da equipe de Tecnologias de Gestão que desenvolveu as orientações da Carta de Serviços, Glaucia Regina Gomes. O Planejamento é o ministério responsável pela execução do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GesPública), que fornece metodologia para a implantação das cartas de serviço.

O superintendente de Loterias da CAIXA, Gilson Braga, falou da importância do trabalho realizado pelo Ministério do Planejamento, de buscar a melhoria da gestão como um todo, “como forma de aproximar o setor público e a sociedade e para garantir o atendimento desejado pelo cidadão”. Para o diretor da Seges, Bruno Palvarini, as Cartas de Serviços são “a ponta de lança da estratégia de atendimento ao cidadão”, prioridade atual do Programa GesPública.

As Loterias Federais presentes em mais de quatro mil municípios movimentaram, em 2009, R$ 7,36 bilhões, com 2,5 bilhões de transações originadas em uma rede de mais de 10 mil unidades lotéricas em todo o país. Deste valor arrecadado, quase R$ 2,8 bilhões foram repassados para os segmentos da educação, esporte, cultura, segurança pública, seguridade social e saúde. Os apostadores foram beneficiados com mais de R$ 2,6 bi em prêmios no ano de 2009.

Simplificação do atendimento – O uso das cartas de serviços como ponto de contato com a população atende o que diz o Decreto nº 6.932, de 11 de agosto de 2009. A aplicação da norma é uma exigência para órgãos e entidades do Governo Federal e uma recomendação para as repartições públicas de modo geral.

A Anvisa, o INSS e a Polícia Federal foram os primeiros órgãos públicos federais a implantarem cartas de serviços. Em julho deste ano, foi a vez do Ministério da Fazenda implantar a sua carta, permitindo consultas a serviços de sete órgãos fazendários. Com a criação da Carta de Serviços Loterias CAIXA já são 15 instituições prestando informações ao cidadão por meio de cartas, em todas as esferas de governo.

Os links para todos esses documentos estão no menu “Cartas de Serviços das Organizações”, no endereço www.gespublica.gov.br 
 


11 MIL COLOMBIANOS VÃO DIVIDIR PRÊMIO DE US$ 1,4 MILHÕES NA LOTERIA.

17/07/2010 - G1

 
Cerca de 11 mil apostadores do departamento colombiano de Antioquia estão de parabéns por acertar o número ganhador de uma loteria; agora eles devem repartir o prêmio de mais de US$ 1,4 milhões.

O golpe coletivo de sorte aconteceu porque os apostadores acertaram os números do prêmio maior da Loteria de Medellín.

Os afortunados ganharam na "chance", um jogo que consiste em adivinhar os três últimos números dessa loteria e a totalidade do número - quatro dígitos - com um investimento que em muitos casos não supera US$ 1, e já podem cobrar seus prêmios.

O gerente da empresa Gana, Mauricio Álvarez, ressaltou que os jogadores acertaram com os números 321 e 7321, que correspondem aos números da Loteria de Medellín.

"Cerca de 11 mil apostadores acertaram o número ganhador e hoje estão reivindicando mais de 2,7 bilhões de pesos", disse Álvarez.

Agora cada pessoa receberá uma soma proporcional à quantidade que investiu.



BRITÂNICO QUE GANHOU R$ 26 MILHÕES NA LOTERIA QUER EMPREGO DE LIXEIRO DE VOLTA.

21/05/2010 - UOL Notícias / BBC Brasil

Um inglês que ganhou 9,7 milhões de libras (cerca de R$ 26 milhões) na loteria oito anos atrás quer de volta seu emprego de lixeiro depois de ter gastado toda a sua fortuna.

Michael Carroll, de Norfolk, na Inglaterra, tinha 19 anos quando ganhou o prêmio, em novembro de 2002.

Na ocasião, ele foi apelidado de "grosseirão da Lotto" pelos tabloides por causa de seu histórico de problemas com a Justiça. Ele ainda era monitorado pelas autoridades penitenciárias com uma etiqueta eletrônica - depois de ser condenado por bebedeira e desordem pública - quando foi receber o prêmio.

Ele agora colocou sua casa de seis quartos à venda e está tentando voltar ao antigo emprego para poder sustentar as duas filhas.

A empresa Veolia, que controla a limpeza das ruas na região, no entanto, afirmou que não está contratando novos lixeiros no momento.
Carroll disse à BBC que fez com o dinheiro o que, segundo ele, qualquer garoto de 19 anos faria se ganhasse 9,7 milhões de libras: gastou-o.

Ele afirma que não se arrepende de nada e lembra, como pontos altos da vida de milionário, as viagens, prostitutas e o dinheiro. Entre os pontos baixos está o vício em crack, que ele conta já ter superado.

"Fiz o que fiz, me diverti, tenho duas filhas lindas, não preciso de mais nada." O ex-milionário diz que quer voltar a ser lixeiro porque foi o "melhor emprego" que ele já teve.

"Trabalhava do lado de fora, me divertia com as pessoas na rua".

Em 2006, quando Carroll foi condenado por tumulto em Norwich, o tribunal ouviu que ele havia cometido mais de 42 ofensas criminais desde 1997.

No passado, ele admitiu à BBC ter gasto 1,2 milhão de libras de sua fortuna (cerca de R$ 3,2 milhões) em cocaína, antes de se livrar do vício.

Ao aconselhar outros jovens que recebam tanto dinheiro quanto ele, Carrol falou: "boa sorte. Não confiem em ninguém, nem na sua família".
 


COMISSÃO DA CÂMARA APROVA LIBERAÇÃO DOS BINGOS NO PAÍS.

16/09/2009 - Abril.com

Texto também inclui a destinação de verbas com a arrecadação dos impostos dos jogos de azar para a Segurança Pública

Da Redação, com Agência Brasil
Manifestação da Força Sindical pela liberação dos bingos
Manifestação da Força Sindical pela liberação dos bingos
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (16), por 40 favoráveis e 7 contrários, a proposta que libera os jogos de bingo, videobingos e videojogos no país. A proposta segue para votação em Plenário.

O projeto determina que 17% da arrecadação seja destinada à cultura, educação e saúde. Casas de bingos deverão também ficar a uma distância mínima de 500 metros de escolas e templos religiosos. Deve ser regulamentado também um cadastro nacional de jogadores.

Volta dos bingos pode reativar financiamento do esporte

O deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), contrário à matéria, apresentou voto em separado defendendo a proibição de qualquer tipo de jogo no país. Foi seguido pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que apresentou parecer sugerindo melhorias no projeto - uma das medidas sugeria que uma mesma empresa explorasse até três casas de bingo.

Ele criticou a falta de controle dos ganhos das empresas. “O controle do montante de ganho dos bingos não está previsto no projeto, o que vai permitir a lavagem de dinheiro. Não adianta ter um sistema de combate se não tiver como detectar esse sistema”, disse.

O relator, deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), negou que seu parecer abra brecha para a criação de cassinos e afirmou que o jogo no país já é uma realidade. “A Caixa Econômica Federal é o grande banqueiro do jogo no Brasil”, disse.

O projeto autoriza o jogo apenas em salas especiais. “Estamos proibindo o jogo em qualquer estabelecimento, salvo nos que forem credenciados pela Receita Federal”, disse, acrescentando que há a determinação de que as portas dos bingos permaneçam fechadas para que pessoas, na rua, não possam ver o que acontece lá dentro.

Segundo Régis de Oliveira, a matéria cria também penalidades para quem joga fora das casas de bingo. “O jogo só será realizado em salas especiais e exclusivas. Tudo o mais é ilegal, como é hoje”, disse.

O projeto também autoriza que os restaurantes e bares dos bingos sejam terceirizados, inclusive com a possibilidade da realização de shows e espetáculos. O relator não aceitou a sugestão de José Eduardo Cardozo para tributar em 80% essas atividades. “Serão tributadas em lei, não há possibilidade de ser acima disso”, afirmou.

O Ministério da Fazenda será o responsável pela concessão de licenças de funcionamento desses estabelecimentos. “Tem de ter homologação do Ministério da Fazenda, laudo fiscal”, disse.

Mesmo assim, deputados contrários à proposta manifestaram preocupação quanto à possibilidade de lavagem de dinheiro nos bingos. “É inocência achar que o Estado brasileiro vai fiscalizar todas as casas de bingo”, lamentou Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP). José Eduardo Cardozo completou: “vou fazer um combate frontal a esse projeto no plenário”.

Comentário:

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Fico imaginando o frio na espinha que os "donos de bingos" devem sentir ao imaginar a Caixa administrando este negócio com seu conceito peculiar de "parceria".
Se eles tem conhecimento do que acontece com a Rede Lotérica, imaginam o que é esperado neste negócio, com a administração de mão de ferro da Caixa.

 

O AIRBUS DA ALEGRIA.

11/09/2009 - 10:03 - Atualizado em 11/09/2009 - 16:37 - Revista Época.

 
A viagem de uma comitiva de 300 convidados da Caixa para uma semana de férias na França.
 
ANDREI MEIRELES
Patricia Stavis
RUMO À FRANÇA
 
Um dos integrantes da comitiva, com uma mochila com o logotipo da Caixa às costas, faz o check-in em Guarulhos. Para a Caixa, a viagem está em acordo com a legislação. Para procurador, é um festival de ilegalidades

Na quinta-feira, 300 pessoas embarcaram em cinco aviões Airbus que partiram dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino à França para uma viagem com a promessa de se tornar inesquecível. No roteiro, além de um dia livre para compras em Paris, outros seis foram programados para conhecer o sudoeste da França, uma região com tradicionais vinhedos e ricas lendas, descrita como um dos locais mágicos do planeta pelo escritor Paulo Coelho, que mora lá. Os passageiros receberam um guia para a viagem que reforça o clima. Com o título de “Ano da França no Brasil, uma viagem no tempo”, os promotores do evento prometem mostrar uma “fase da história que rendeu grandes mitos, grandes monumentos, grandes heróis e grandes paixões”.

Ganharam direito a essa viagem os funcionários da Caixa Seguros – uma empresa privada que tem como sócia majoritária a francesa CNP Assurances e, na condição de minoritária, a Caixa Econômica Federal. A viagem à França, com todas as despesas pagas, foi um prêmio por terem se destacado na venda de seguros. Para eles, foram reservadas 100 das 300 vagas da comitiva. As outras 200 foram destinadas a funcionários da Caixa Econômica. Dos cerca de 100 superintendentes do banco em todo o país, 60 foram premiados com a viagem à França, cada um com direito a um acompanhante. A Caixa é um banco estatal. Seus funcionários são obrigados a seguir as regras do Código de Ética dos servidores federais, estabelecidas no decreto da Presidência da República 1.171/94, que expressamente proíbe esse tipo de premiação.

“Em 20 anos de serviço público, nunca ouvi falar de
uma viagem como essa”, diz procurador no TCU

ÉPOCA ouviu a Caixa Econômica Federal. O banco respondeu por escrito. “A Caixa possui 48,21% de participação acionária na Caixa Seguros e o seu desempenho reflete nos resultados do banco. Os empregados foram premiados pelo seu desempenho, atendendo a política de reconhecimento e valorização da Caixa. As ações inseridas na presente campanha estão alinhadas aos normativos internos em vigor e à legislação atinente à matéria.”

Segundo Gabriel Nogueira, assessor de imprensa da Caixa, esse é o terceiro ano em que comitivas são premiadas com viagens ao exterior, sem nenhuma contestação do Tribunal de Contas da União (TCU). Uma das viagens anteriores foi à Grécia. Nogueira disse também que iria mostrar a ÉPOCA as normas legais que respaldariam a viagem dos funcionários do banco. Até o final desta edição, não havia mostrado. De acordo com Nogueira, parte das despesas da viagem à França será paga pela Caixa Econômica. Mas ele se negou a informar quanto custa a viagem da comitiva dos 300 e qual é o rateio entre o banco público e a Caixa Seguros.

ÉPOCA ouviu também o representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União. O procurador Marinus Marsico disse que esse caso é um festival de ilegalidades e imoralidades, afronta o código de ética dos servidores e o princípio da moralidade administrativa. “Estou perplexo. Em 20 anos de serviço público, nunca ouvi falar de uma viagem como essa. Vamos investigar”, afirma. Se Marsico mantiver essa disposição, a viagem dos funcionários da Caixa pode, de fato, se tornar inesquecível, mas por motivos menos saborosos que os vinhos franceses.

 
Comentários
  • Myrinha | ES / Vitória | 16/09/2009 18:08
    UM ABSURDO
    É literalmente um ABSURDO ter conhecimento desse VOO DA ALEGRIA. Esses "afortunados" só puderam participar dessa FARRA, porque os escriturários foram obrigados a empurrar os produtos da CAIXA nos clientes, para cumprir as abusivas metas estabelecidas por essas figuras de poder da Caixa. É VERGONHOSO ASSISTIR A UMA SITUAÇÃO DESSAS, enquanto sabemos que grande massa de Aposentados e Pensionistas da CAIXA recebem proventos minguados, muitos não recebem um centavo, mais de 1400 recebem MENOS DE UM SALÁRIO MÍNIMO. Senhor Procurador esperamos medidas coercitivas. Deixo aqui o meu veemente REPÚDIO a esse AIRBUS DA ALEGRIA DA CAIXA e a minha SOLIDARIEDADE aos colegas da CAIXA que foram obrigados a "ralar" para empurrar e vender os produtos aos clientes. Essa NÃO é a CAIXA que trabalhei . Precisa ser MORALIZADA, já! SÓ COM A JUSTIÇA. Com a palavra o "fiscal" da lei - MINISTÉRIO PÚBLICO.

     

14º Congresso dos Empresários Lotéricos do Rio Grande do Sul.


Tentativa de assalto à lotérica em Canoas termina com homem morto.

03/04/2009 - Diário de Canoas - Jesiel B. Salganha/ Da Redação

Canoas - Por volta das 14h20, dois homens invadiram uma agência lotérica na avenida 17 de Abril e anunciaram um assalto. Um deles rendeu cerca de oito pessoas, a maioria funcionários, e o outro foi até a parte de trás do balcão para recolher o dinheiro. Em determinado momento, o homem tentava pegar um notebook, quando o marido da proprietária do estabelecimento, que é policial, ordenou que o criminoso se entregasse. O suspeito ameaçou sacar a arma e foi alvejado com um tiro no tórax.
O comparsa percebeu a movimentação, fez um cliente de escudo e atirou contra o policial. Pelo menos seis marcas de tiros foram verificadas nas paredes da lotérica. O criminoso conseguiu fugir e embarcou em um automóvel onde outro homem o esperava.


Foto: Claiton Dornelles/GES

O morto foi identificado posteriormente pois a família ligou para seu telefone celular. Trata-se de Gladimir da Silva Peixoto, 41, anos, morador de Gravataí e que estava foragido do Instituto Penal de Mariante desde outubro 2008. O revólver calibre 38 utilizado pelo suspeito e a pistola do policial foram recolhidas.

 

Proposta autoriza casa lotérica a fazer contratos com outros bancos

28/11/2008  -  http://blogdoloterico.zip.net/

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4280/08, de autoria do deputado Beto Mansur (PP-SP), que acaba com a exclusividade da Caixa Econômica Federal (CEF) nos contratos de correspondentes bancários com as casas lotéricas. Pela proposta, esses estabelecimentos poderão firmar contratos com outras instituições financeiras, sem prejuízo da permissão de serviços lotéricos outorgada pela CEF. Atualmente, os contratos de serviços bancários e de serviços lotéricos são casados, mas o projeto acaba com essa prática.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4280/08, de autoria do deputado Beto Mansur (PP-SP), que acaba com a exclusividade da Caixa Econômica Federal (CEF) nos contratos de correspondentes bancários com as casas lotéricas. Pela proposta, esses estabelecimentos poderão firmar contratos com outras instituições financeiras, sem prejuízo da permissão de serviços lotéricos outorgada pela CEF. Atualmente, os contratos de serviços bancários e de serviços lotéricos são casados, mas o projeto acaba com essa prática.

De acordo com o deputado Beto Mansur, o projeto estabelece diretrizes e critérios para assegurar a liberdade de iniciativa e de exercício profissional, condições operacionais satisfatórias e remuneração condigna e atrativa às casas lotéricas. "As lotéricas já estão consagradas junto à população como alternativas idôneas e ágeis para pagamento de contas, além da aquisição de bilhetes e realização de apostas. As novas regras previstas no projeto serão um incentivo à atividade empresarial por elas desenvolvidas", afirmou.

O projeto prevê que a permissão de serviços lotéricos será de dez anos, com renovação automática por idêntico período. De acordo com o texto, a remuneração do lotérico será de, no mínimo, 11% do valor bruto cobrado em cada aposta. Atualmente, o lotérico é remunerado em 9% pelas loterias de prognósticos (descontado o adicional de 4,5% previsto na Lei 9.615/98).

O projeto também define regras mínimas para a remuneração do lotérico quando no exercício de atividades de correspondente bancário. A CEF e os demais bancos serão responsáveis por todas as operações bancárias e encargos relativos ao recolhimento, acondicionamento, transporte e segurança da movimentação de valores e documentos, a partir da entrega pela casa lotérica. Essas instituições financeiras também deverão garantir às casas lotéricas seguros de vida, contra roubo, furto, incêndio e danos materiais e morais a terceiros.

Tramitação


O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-4280/2008

 

Fonte: Agência Câmara  -  Geórgia Moraes


Caixa anuncia licitações para mais de mil lotéricas

28/11/2008 - BV News

A Caixa Econômica Federal anunciou que, a partir de 15 de dezembro, lançará os editais para as licitações regionais de mais mil cento e uma lotéricas, em mil e sessenta e um municípios, a maioria delas em cidades desassistidas.

Em 2008, a CAIXA já realizou licitações para outras mil quatrocentos lotéricas, em todo o Brasil, como parte de um programa para ampliar e aprimorar o atendimento à população.

Dessas unidades licitadas, já foram inauguradas vinte e três lotéricas entre os estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A expectativa da CAIXA é inaugurar mais cento e cinqüenta unidades em dezembro e outras cento e cinqüenta já no início do ano que vem, em todo o país.

A CAIXA tinha uma rede de nove mil lotéricas. O atual processo de ampliação, com suas duas fases, representará aumento de vinte por cento na rede, com mais dois mil e quinhentos novos pontos gerando mais de três mil e oitocentos empregos.

A população pode certificar-se de que uma nova lotérica é devidamente autorizada pela CAIXA confirmando o endereço no site da CAIXA, www.caixa.gov.br , menu Rede de Atendimento > Encontre Fácil > Lotéricas, pelo Disque CAIXA no nº 0800 726 0101 ou nas agências da CAIXA da região.

Como participar das licitações
A CAIXA divulga os editais regionais referentes às novas casas lotéricas em jornais de circulação local e no Diário Oficial da União. Os editais são também divulgados no site da CAIXA na Internet, www.caixa.gov.br, pelo seguinte caminho: Banner novas unidades lotéricas >Seja um empresário lotérico>Editais>Licitações Instauradas. Ou também em: Portal de Compras>Licitações>Licitações Instauradas.

Serviços prestados nas casas lotéricas:
- Saques de correntistas da CAIXA e BB
- Depósitos de correntistas da CAIXA
- Consulta de saldo de correntistas da CAIXA e BB
- Saque de FGTS com cartão do cidadão
- Recolhimento de FGTS
- Pagamento de benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, Seguro-Desemprego, Bolsa-Família, etc.), com o cartão magnético
- Recebimento de contas de concessionárias de serviços públicos (no caso de contas atrasadas: somente com orientação de cálculo no boleto ou com cobrança de multa na fatura seguinte)
- Venda de créditos para telefones pré-pagos
- Recebimento de bloquetos de cobrança da CAIXA e de outros bancos
- Recebimento de depósitos para o Programa Fome Zero.


Ranking - Time do Coração
 
Dados apurados até o dia 24/11/2008. 
 
Colocação Time UF Nº de Apostas Percentual
FLAMENGO RJ 4.401.759 8,41%
CORINTHIANS SP 3.410.579 6,52%
PALMEIRAS SP 2.654.882 5,07%
SAO PAULO SP 2.445.077 4,67%
GREMIO RS 2.176.992 4,16%
SANTOS SP 2.101.930 4,02%
INTERNACIONAL RS 1.854.840 3,55%
VASCO DA GAMA RJ 1.775.732 3,39%
CRUZEIRO MG 1.549.401 2,96%
10º BOTAFOGO RJ 1.495.755 2,86%
11º FLUMINENSE RJ 1.365.639 2,61%
12º ATLETICO MG 1.251.508 2,39%
13º BAHIA BA 1.139.640 2,18%
14º VITORIA BA 769.665 1,47%
15º GOIAS GO 681.808 1,30%
16º FORTALEZA CE 674.709 1,29%
17º SPORT PE 673.881 1,29%
18º ATLETICO PR 582.427 1,11%
19º CORITIBA PR 576.634 1,10%
20º CEARA CE 553.672 1,06%
21º SANTA CRUZ PE 551.309 1,05%
22º TREZE PB 535.145 1,02%
23º LONDRINA PR 473.933 0,91%
24º ABC RN 458.787 0,88%
25º NAUTICO PE 453.960 0,87%
26º PONTE PRETA SP 452.270 0,86%
27º REMO PA 443.145 0,85%
28º AVAI SC 435.345 0,83%
29º BOTAFOGO PB 432.989 0,83%
30º FIGUEIRENSE SC 428.658 0,82%
31º PAYSANDU PA 422.414 0,81%
32º JOINVILLE SC 414.018 0,79%
33º IPATINGA MG 407.879 0,78%
34º JUVENTUDE RS 404.966 0,77%
35º RIVER PI 401.972 0,77%
36º PORT DESPORT SP 401.217 0,77%
37º GUARANI SP 394.804 0,75%
38º BRASILIENSE DF 392.815 0,75%
39º GAMA DF 374.508 0,72%
40º MOTO CLUBE MA 373.945 0,71%
41º MARILIA SP 364.339 0,70%
42º MIXTO MT 362.261 0,69%
43º JI-PARANA RO 361.112 0,69%
44º SAO CAETANO SP 360.343 0,69%
45º BANGU RJ 358.664 0,69%
46º PARANA PR 353.362 0,68%
47º VILA NOVA GO 350.777 0,67%
48º ITUANO SP 350.611 0,67%
49º PALMAS TO 334.224 0,64%
50º JUVENTUS SP 333.309 0,64%
51º CRICIUMA SC 331.591 0,63%
52º ATLETICO GO 325.559 0,62%
53º AMERICA MG 322.831 0,62%
54º YPIRANGA AP 321.764 0,62%
55º INTER LIMEIRA SP 314.959 0,60%
56º SERGIPE SE 307.920 0,59%
57º AMERICA RJ 306.788 0,59%
58º CRB AL 303.162 0,58%
59º SAMP CORREA MA 299.874 0,57%
60º OLARIA RJ 298.160 0,57%
61º SANTO ANDRE SP 292.153 0,56%
62º BRAGANTINO SP 287.878 0,55%
63º CSA AL 282.347 0,54%
64º S RAIMUNDO AM 279.466 0,53%
65º OPERARIO MS 274.783 0,53%
66º NACIONAL AM 273.452 0,52%
67º AMERICA RN 270.759 0,52%
68º BARUERI SP 270.235 0,52%
69º UBERLANDIA MG 269.309 0,51%
70º TUNA LUSO PA 251.005 0,48%
71º XV PIRACICABA SP 234.510 0,45%
72º RIO BRANCO ES 227.705 0,44%
73º AMERICANO RJ 222.016 0,42%
74º RORAIMA RR 215.963 0,41%
75º PAULISTA SP 214.320 0,41%
76º DESPORTIVA ES 210.294 0,40%
77º UNIAO S JOAO SP 202.060 0,39%
78º RIO BRANCO AC 198.597 0,38%
79º VILLA NOVA MG 194.791 0,37%
80º U BARBARENSE SP 191.607 0,37%


Caixa quer expandir rede lotérica em 20% em 2008.

28/11/2007 - Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal

A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, anunciou nesta manhã (28) que, para ampliar e aprimorar o atendimento à população, a CAIXA expandirá a rede lotérica no início de 2008 por meio de licitações públicas regionais. A ampliação, que será de 20%, poderá gerar 2 mil novos pontos, especialmente em regiões mais carentes do país. Hoje existem 8.870 lotéricas em 3.499 cidades brasileiras.
 
A expansão observará critérios técnicos, entre os quais se destacam estudo de existência de demanda reprimida para os produtos lotéricos e necessidades de atendimento e de distribuição de produtos e serviços financeiros, além de conveniência e oportunidade. Essa demanda reprimida existe em razão do próprio crescimento populacional e da expansão dos serviços realizados pelas lotéricas, principalmente quanto à bancarização da população e ao pagamento dos benefícios trabalhistas e sociais do governo federal (veja quadro de serviços abaixo).
 
Serão priorizados os locais desassistidos, sem criar concorrência predatória com as lotéricas já existentes. O critério de conveniência determina a escolha de locais que favoreçam a população: pontos de alta circulação de pedestres, que sejam lugares seguros, de fácil acesso e onde possam ser atendidas outras necessidades da população, como supermercados, novos shopping centers etc. Por oportunidade a CAIXA entende a disponibilidade de locais, a possibilidade de novos nichos de mercado e pontos onde haja grande concentração de população que receba benefícios sociais e tenha pouco acesso aos serviços bancários.
 
A última grande expansão das lotéricas aconteceu com licitações no período 2000/2001. No ano 2000, a CAIXA ampliou sua rede em 2 mil pontos, em âmbito nacional. Em 2001 foram mais 675 unidades. À época, a rede CAIXA era composta por 6.195 lotéricas.
 
As novas licitações para abertura de casas lotéricas somente ocorrerão depois de concluído o mapeamento dos locais desassistidos que apresentam movimento intenso de pedestres e apenas quando a demanda não puder ser atendida com a ampliação dos terminais em lotéricas já existentes
 
A CAIXA monitora permanentemente a capacidade de atendimento da rede lotérica, de forma a bem atender a toda a sociedade brasileira. Conforme pesquisas realizadas, mais de 70% da população brasileira utiliza a rede lotérica e demonstra preferência por esse canal de atendimento. Até o fim de outubro de 2007, a rede lotérica já pagou mais de 100 milhões de benefícios sociais. Veja os números da rede:
 

 

Modalidade

Quantidade de transações

Jogos 

1.927.385.677

Recebimento de Contas

741.221.054

Serviços Financeiros

189.869.549

Benefícios Sociais

102.383.129

 

 

 

Nesse cenário, está também em andamento a ampliação do número de terminais nas atuais lotéricas. Serão mais 2.500 equipamentos em operação nas lotéricas já existentes. A ampliação do número de terminais está prevista para ocorrer nos meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008, visando atender à população dos locais já servidos por lotéricas e, também, a diversas solicitações dos empresários cujas lotéricas apresentam uso da capacidade máxima de cada terminal instalado.

 

A rede CAIXA é composta, hoje, por 2.048 agências (433 com unidades de penhor), 446 postos de atendimento bancário, 997 postos de atendimento eletrônico, 7.626 correspondentes não lotéricos (desses, 5.402 com equipamentos CAIXA AQUI e 2.224 somente negociais) e 8,8 mil casas lotéricas. Conta, ainda, com 16.738 pontos de auto-atendimento, além da rede do Banco 24Horas, à qual a CAIXA também é associada e a rede externa de caixas automáticos compartilhada com o Banco do Brasil (acrescentando 5 mil terminais daquele Banco).

 

SERVIÇOS PRESTADOS NAS CASAS LOTÉRICAS:

 

- DAI – Declaração de Isento do IR

- Saques de correntistas da CAIXA e BB

- Depósitos de correntistas da CAIXA

- Consulta de saldo de correntistas da CAIXA e BB

- Saque de FGTS com cartão do cidadão

- Recolhimento de FGTS, 

- Pagamento de benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, Seguro-Desemprego, Bolsa-Família,  etc), com o cartão magnético

- Recebimentos de contas de concessionárias de serviços públicos (no caso de contas atrasadas: somente com orientação de cálculo no boleto ou com cobrança de multa na fatura seguinte)

- Venda  de créditos para telefones pré-pagos

- Recebimento de bloquetos de cobrança da CAIXA e de outros bancos

- Recebimento de depósitos para o Programa Fome Zero

 

Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal

Tel. (61) 3206-9645 / 9298 / 8775 / 8022


Caixa esclarece perguntas das Federações.

22/11/2007 - Sincoesp

Federações receberam resposta de ofício entregue à Caixa no Mega Encontro de SP
    
A FEBRALOT e a FENAL entregaram um ofício com reivindicações de mudanças para área de Loterias, durante o Mega Encontro realizado no mês de setembro, em SP.Abaixo, segue a íntegra do documento. E em seguida, a resposta enviada pela Caixa Econômica Federal.

São Paulo-SP, 30 de setembro de 2007.

Excelentíssimos Senhores Vices Presidentes da Caixa Econômica Federal
WELLINGTON MOREIRA FRANCO – LOTERIAS E FUNDOS DE GOVERNO
CARLOS AUGUSTO BORGES – ATENDIMENTO CAIXA
Brasília-DF
C/C: MARIA FERNANDA - PRESIDÊNCIA

Prezados Senhores,

Reiteramos nesta oportunidade,  nossas solicitações constantes nos ofícios de 30/07/07 e 31/08/07,  visto que até a presente data não obtivemos respostas  quanto aos pleitos neles contidos. A prioridade é o EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO da Rede Lotérica.

A Caixa tem divulgado sistematicamente Balanços e recordes alcançados em lucratividade pela instituição, pelo que parabenizamos, entretanto, os seus maiores parceiros, (Rede Lotérica) também responsáveis pêlos resultados financeiros, vivem em estado de penúria pela falta de política que remunere de forma justa, reconheça e valorize a nossa atividade profissional.  Este pleito é antigo e continua sem solução. Nossa luta é a nossa esperança, agora renovada, com as presenças dos Senhores em áreas estratégicas e afins, a quem tributamos todo apoio para o bom desempenho da atividade.

Pasmem, a grande maioria dos nossos lotéricos estão usando o dinheiro dos recebimentos do dia para quitar as contas do dia anterior, do contrário já teriam fechado as portas. Não é pôr falha de administração, são as receitas que não cobrem os custos operacionais. Sugerimos que a CAIXA conheça o ponto de Equilíbrio de uma Empresa Lotérica e a partir daí estabeleça critérios justos de remuneração. O que vem ocorrendo é exatamente o contrário; a CAIXA salva os seus custos (que normalmente não são baixos, prioriza seus lucros) e a sobra é repassada a título de remuneração para os lotéricos. Uma mentalidade que só enfraquece o seu maior parceiro. 

A CAIXA tem com a Rede a maior capilaridade bancária do País, mas ainda desconhecida pôr muitos dentro da instituição. Precisamos de mais divulgação, de tratamento justo e sermos incluídos como parceiros.

Baseados em nossos conhecimentos sobre nosso negócio, podemos e precisamos produzir muito mais do que temos produzido, aumentando assim nossas receitas e conseqüentemente a arrecadação da Caixa e do Governo Federal.

Estamos fazendo a nossa parte, cobrando atitudes, sugerindo e principalmente atuando diretamente na esfera política a exemplo da nossa atuação contra a Lei que obrigava a inclusão do

CPF nas apostas. Conseguimos a criação da Sub Comissão temática de Relacionamento CAIXA/LOTÉRICOS e estamos buscando a Criação do Conselho Gestor Federal das Loterias. Temos realmente feito nosso dever de casa.

Portanto fazemos aqui mais uma vez, um APELO à Vossas  Senhorias, sobre os nossos GRAVES PROBLEMAS, que se não forem solucionados rapidamente, trarão seqüelas irrecuperáveis.

A seguir nossas principais reivindicações:

* restabelecimento da nossa rentabilidade com base no estudo realizado pela fgv atualizado.

Resposta da Caixa: A CAIXA já iniciou os procedimentos para a contratação, por meio de licitação pública, de empresa de consultoria especializada para realização desse trabalho, com unidades lotéricas de todo o país.

* atualização dos preços das apostas, defasadas há mais de 10 (dez) anos;

CAIXA: A definição do preço é matéria complexa, pos considera o histórico do produto, a conjuntura político-econômica, índices inflacionários e a opinião dos apostadores, dentre outros, o que já vem sendo praticado pela CAIXA.

No entanto a administração das Loterias federais é realizada pela CAIXA mediante delegação da União, ou seja, trata-se de um serviço público com acompanhamento de sua execução pelo Ministério da Fazenda/SEAE – Secretaria de Acompanhamento Econômico, razão pela qual a definição de preços de apostas passa por análise e aprovação daquele órgão.

* revitalização do mercado de jogos;

CAIXA: A CAIXA/SUALO desenvolve de forma contínua, estudos visando a melhoria dos produtos lotéricos e a identificação de oportunidades para o lançamento de novas modalidades.

Atualmente, estão sob análise modificações nos seguintes produtos: Mega-Sena, Quina, Lotomania e Dupla-Sena, com o objetivo de incrementar a venda destas modalidades pela introdução de mecanismos que permitam a pulverização de prêmios, gerando satisfação dos apostadores e estímulos para que retorne à Casa Lotérica e realize novas apostas.

Destacamos que essas alterações também carecem de análise e aprovação por parte da Secretaria de Acompanhamento Econômico - SEAE

* promover a mudança do modelo contratual de relacionamento Caixa/lotérico, permitindo mas autonomia ao empresário para que ele possa empreender no seu próprio negócio. ter uma identidade de concessionário dos serviços públicos, ao contrário de permissionário precário  - mistura de direito público com privado num mesmo contrato.

CAIXA: Conforme esta estabelecido no Art. 1º do Decreto-lei 204, ”A exploração de loteria, como derrogação excepcional das normas de direito penal, constitui serviço público da União não suscetível de concessão e só será permitida nos termos do presente Decreto-Lei”, razão pela qual qualquer mudança na relação contratual existente foge do alcance da CAIXA, destacando que o atual contrato está consubstanciado na lei 8987/95, que regulamenta a prestação de serviço público, entre os quais as loterias federais.

* estabelecer políticas para organização do mercado de jogos no brasil, utilizando como orgão de sustentação a rede lotérica, a exemplo dos bingos cujas cartelas poderiam ser comercializadas através da rede.

CAIXA: A autorização da União para que a CAIXA administre o serviço público das Loterias Federias, mediante Decreto nº.50.954/61 e Decreto-Lei nº.204/67, não abrange outras modalidades dos jogos de azar.

Diante deste fato, aliado à natureza jurídica desses jogos, a reivindicação extrapola a esfera de competência lega da Caixa sendo, portanto, inexeqüível.

Por oportuno, informamos que a exploração excepcional de jogos de binfgos esteve autorizada somente no período de outubro de 1993 a dezembro de 2001 (Lei nº.8.672/93 – revogada pela Lei nº. 9.615/98 – revogada pela lei nº. 9.981/00).

Finalmente, ressaltamos que a União, constitucionalmente competente ara legislar sobre meteria penal, autorizou a exploração do serviço público das loterias federais, com uma exceção a essa regra e delegou a sua administração à CAIXA, observando princípios éticos de solidariedade social, porém, sem revogar o conteúdo contravencional dos tipos consignados no Decreto-Lei nº.3688/41.

* suspender a expansão da rede até que seja restabelecido o necessário equilíbrio econômico e financeiro e somente expandir apenas em locais desassistidos após levantamento realizado pôr empresa especializada obedecendo a parâmetro populacional.

CAIXA: A expansão da rede deve ocorrer preferencialmente pela instalação de mais terminais em lotéricas já existentes e a abertura de novas lotéricas está reservada para locais desassistidos e sem criar ocorrência predatória, tendo sempre em vista o objetivo principal de manter o equilíbrio econômico-financeiro do parceiro e bem atender a sociedade.

* manter o número de equipamentos necessários na rede primando pela qualidade no atendimento ao cliente, ao contrário do estímulo que tem dado ao correspondente bancário não lotérico.

CAIXA: Atualmente estão instalados 24.500 terminais financeiros lotéricos, destacando o grande avanço ocorrido com a migração tecnológica promovida pela CAIXA e concluída em agosto de 2006.

Os novos terminais realizam todas as operações e proporcionam atendimento mais qualificado e rápido aos clientes, conforme pode ser comprovado pelo aumento de 33% na média diária de transações realizadas pela rede lotérica ocorrido após a internalização.

Além disso, faz parte do planejamento da CAIXA a instalação de mais 2.500 novos terminais até janeiro de 2008, naquelas unidades lotéricas que estão apresentando crescimento mensal na média de transações realizadas.

* estimular a comercialização do empréstimo em consignação com uma remuneração  justa, pois os 2% ofertado pela caixa não atrai ninguém, quando a concorrência paga 20%.

CAIXA: A CAIXA entende que o cliente é atraído pela menor taxa de juros e remuneração de 20% solicitada iria onerar o produto e afugentar o tomador do empréstimo.

Está em andamento estudos visando definir a remuneração em função do prazo de valor concedidos, bem como do tipo de operação, cujos resultados deverão ser divulgados nos próximos 30 dias e permitirão ajustar a remuneração oferecida aos parceiros.

* estabelecer uma agenda de reuniões entre federações e vices presidências afins objetivando maior dinamismo na relação de parceria. 

Na expectativa de obtermos um posicionamento com relação às nossas demandas, agradecemos.

Atenciosamente,

Aldemar B. Mascarenhas - Presidente FENAL
Paulo L. Michielon - Presidente FEBRALOT
Orseni Ferreira Machado - Vice-Presidente FENAL
Luis Carlos Peralta - Vice-Presidente FEBRALOT


Dificuldade que o cidadão tem enfrentado para pagar as contas de luz, água e telefone.

14/11/2007 - jornalhoje.globo.com - Luiz Gustavo
 
Serviço limitado

 
O Jornal Hoje mostra uma reportagem especial sobre a dificuldade que o cidadão tem enfrentado para pagar as contas de luz, água e telefone.
Com uma câmera oculta visitamos dez bancos; apenas três aceitaram o pagamento. Os demais induzem o consumidor a procurar padarias, supermercados e lotéricas. Nestas, as filas costumam ser grandes.

Todo mês, o marceneiro Liarlon de Carvalho vai a uma casa lotérica – não para fazer apostas, mas para pagar água, luz e telefone. “Em banco nem adianta tentar, porque eles não aceitam. Já desisti”, ele conta.

Com uma microcâmera, fomos pagar uma conta de luz em um banco do Recife. Mesmo com dinheiro, a funcionária não aceitou:
– Não pode.
– Por quê?
– Porque não recebe. (...) Só o banco matriz e casa lotérica.

Tentamos pagar em outro banco. O atendente explica: “No caixa ele não faz operação de consumo nem água, luz e telefone”. O gerente nos informa qual é a única forma de fazer o pagamento: só no caixa eletrônico.

Em outro banco, tentamos pagar uma conta de água. “A água não tem convênio com o banco para recebimento no caixa. Só se a senhora for colocar no débito automático. Aí fica debitando na conta”, explica o funcionário.

Em Uberlândia, Minas Gerais, fomos a sete bancos para pagar uma conta de energia elétrica; quatro se recusaram a receber.
– A gente não recebe.
– O banco aqui não recebe?
– Não. Só quando é correntista, daí faz direto no débito em conta, no cartão.

Em outro banco, um funcionário estipula um limite para o recebimento da conta de luz. “Aqui só paga conta acima de dois mil reais. Esse valor aí, só na lotérica”.

Casas lotéricas, padarias e supermercados credenciados pelos bancos ganham um percentual para receber o pagamento. A medida, segundo os bancos, é para facilitar a vida do consumidor.

Segundo o sindicato dos lotéricos, 52% das despesas domésticas dos brasileiros hoje são pagas nas nove mil casas lotéricas que existem em todo o Brasil. O movimento praticamente dobrou nos últimos dez anos.

As filas aumentaram e a paciência do consumidor diminuiu. “É um absurdo! E você vai brigar com o banco? Se for, eles te põem para fora”, opina o aposentado Célio Tondinelli.

Segundo o Banco Central, os bancos são obrigados a aceitar o pagamento se tiverem convênio com as companhias de água, luz e telefone. A exceção é para os bancos cujo convênio determinar que o pagamento é exclusivo nos caixas eletrônicos.

As companhias de água, luz e telefone de Minas Gerais informaram que têm convênio com os bancos mostrados na reportagem. Já a companhia energética de Pernambuco, informou que o convênio com alguns bancos não prevê o pagamento no caixa.

Defesa do consumidor
Segundo Roberto Pfeiffer, diretor do Procon de São Paulo, o consumidor deve exigir do banco a aceitação do pagamento. “Caso isso seja recusado, deve procurar o Procon. Isso viola flagrantemente toda a legislação de direito do consumidor e a legislação do Banco Central”, ele afirma. “Se o banco tem convênio, tem obrigação expressa de receber as contas. É uma prática abusiva o que fazem os bancos, um descumprimento de sua função social”.


Comissão aprova exploração de loterias pelos Estados

03/10/2007 - VANNILDO MENDES - Agencia Estado

BRASÍLIA - Por 14 votos a dois, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara aprovou projeto de lei que autoriza os Estados a explorarem loterias, quebrando o monopólio exercido pela Caixa Econômica Federal. O projeto será agora examinado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça (CCJ), antes de seguir para o plenário.

O projeto permite a exploração de loterias diretamente pelos Estados ou mediante concessão desde que as modalidades não sejam semelhantes à da Caixa. O projeto, elaborado como uma das propostas da CPI dos Bingos, do Senado, sofre forte oposição da Igreja, de associações de procuradores e magistrados e de entidades civis, que temem a proliferação da jogos de azar no País.


Projeto de Lei poderá modificar rentabilidade dos lotéricos

18/09/2007 - Sincoesp

O deputado Marcio França (PSB-SP) apresentou na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 2051/07, “que dispõe sobre a remuneração relativa ao recebimento dos tributos federais, estaduais e municipais e tarifação de outros serviços pelas permissionárias lotéricas e dá outras providências”.

 

Pelo projeto caberá a Caixa Econômica Federal a definição do valor da remuneração relativa aos tributos federais e tarifação de outros serviços de caráter federal, sendo que a definição do valor da remuneração deverá ser compatível com a planilha média de custos operacionais e financeiros das permissionárias.

 

Mas a proposta do deputado Marcio França também define que os lotéricos terão liberdade para definir o valor da remuneração do recebimento dos tributos estaduais e municipais e outros serviços da mesma esfera de competência.

 

O projeto de lei, que terá tramitação ordinária, será analisado pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público(CTASP); Finanças e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

 

Atualmente o projeto encontra-se na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, com prazo encerrado para emendas desde o último dia 24 de outubro, sendo que não foram apresentadas emendas na CTASP.

 

PROJETO DE LEI N.º 2051, de 2007, de autoria do deputado Márcio França(PSB-SP)

18/9/2007

Dispõe sobre a remuneração relativa ao recebimento dos tributos federais, estaduais e municipais e tarifação de outros serviços pelas permissionárias lotéricas e dá outras providências.

PROJETO DE LEI N.º 2051, de 2007, de autoria do deputado Márcio França

Dispõe sobre a remuneração relativa ao recebimento dos tributos federais, estaduais e municipais e tarifação de outros serviços pelas permissionárias lotéricas e dá outras providências. 

O Congresso Nacional Decreta:

Art. 1º. Fica a Caixa Econômica Federal responsável pela definição do valor da remuneração relativa ao recebimento dos tributos federais e tarifação de outros serviços de caráter federal pelas permissionárias lotéricas em todo território nacional.
Parágrafo único. A definição do valor da remuneração pelo recebimento de contas pelas casas lotéricas deverá ser compatível com a planilha média de custos operacionais e financeiros das permissionárias, tendo como objetivo alcançar a justa compensação pecuniária pelo serviço prestado evitando-se, assim, a sub-remuneração do permissionário pelo serviço prestado.
Art. 2º. A definição do valor da remuneração relativa ao recebimento dos tributos estaduais e municipais, assim como a tarifação de outros serviços da mesma esfera de competência, pelas permissionárias lotéricas será feita mediante negociação direta entre os entes públicos dos Estados e Municípios ou empresas privadas responsáveis por cada tributo ou serviço e as permissionárias lotéricas ou entidades representativas, não podendo o valor remuneratório ser inferior ou superior em três vezes ao praticado na esfera federal.
Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO
Hoje, já existem mais de 6.500 casas lotéricas espalhadas pelo país e há uma tendência de crescimento do mercado, visto que a possibilidade de honrar os compromissos sem precisar enfrentar filas são os principais responsáveis pelo volume de negócios das casas lotéricas. Das contas de água, luz e telefone de todo o país, metade é paga em casas de loteria. As mesmas, dessa forma, cumprem importante papel social e facilitam sobremaneira a vida do cidadão comum.
Por outro lado, há uma relação contratual entre o permitente (CEF) e permissionária (as casas lotéricas), onde tanto a estrutura do empreendimento, que leva à geração de custos, como a estrutura de vendas, portanto a capacidade de gerar receitas, são bastante dependentes das ações e dos posicionamentos da permitente. Isto é válido para as exigências do formato e visual da loja, para as ações de marketing relativas aos produtos, para o estabelecimento das remunerações, e até para a escolha dos produtos de maior ou menor aceitação popular. Todos estes aspectos influenciam a geração de resultados da empresa permissionária. Resta a esta, portanto, uma reduzida margem de ação para aumentar seus resultados.
Pode-se inferir, portanto, que o conceito de custo da casa lotérica, de forma distinta de outras atividades empresariais, deve considerar aspectos relevantes ao preço de venda, ou seja, se o preço é fixado pela permitente, se o serviço segue padrão de execução estabelecido pela permitente, se o aumento de vendas também depende em grande parte de ações da permitente, então o retorno do investimento também deve ser considerado na composição dos preços dos serviços e, portanto, dos valores de remuneração.
Os valores remuneratórios praticados hoje pela CEF correspondem a um pagamento de R$ 0,26 à permissionária lotérica pelo recebimento de um tributo. Os demais valores estão explicitados na tabela abaixo:

Ação - Remuneração atual (R$)
Bloqueto - outros bancos - 0,42
Bloqueto - outros bancos - 0,42
Bloqueto CAIXA - 0,30
Recebimento de convênios - 0,28
Pagamento eletrônico CAIXA–PEC - 0,26
Recebimento de tributos - 0,26
Pagamento de benefícios - 0,30
Pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social–INSS - 0,30
Pagamento de fundo de garantia por tempo de Serviço–FGTS - 0,30 Pagamento do seguro- desemprego - 0,30
Saque - 0,30
Depósito - 0,30
Saldo - 0,10
Capitalização–venda - 1,30
Capitalização–resgate - 0,30
Venda de Telesena - 0,42
Credito de celular - 1,00
Fonte: CEF, SINCOESP

Estudos de viabilidade econômica das permissionárias registram que a remuneração de R$ 0,26 por tributo recebido pago pela CEF deveria ser reajustada em 57% para o equilíbrio financeiro das lotéricas. Faz-se mister que a relação econômica entre a CEF e os permissionários seja pactuada de forma mais equilibrada para benefício de todos os envolvidos.


No que se refere aos tributos estaduais e municipais, creio ser de bom alvitre que o acerto dos valores remuneratórios seja pactuado entre as partes interessadas, isto é: o órgão ou concessionário do Estado/Município e a casa lotérica, conforme as particularidades regionais/locais.
Pelo exposto, conto com o apoio dos nobres pares para aprovação da proposição em epígrafe.

Sala das Sessões, em 18.09.2007

Dep. Márcio França (PSB/SP)

 

CAIXA DÁ ADEUS À GTECH

Banco cria sistema próprio de loteria e já o exporta

29/11/2006 - Isto É Dinheiro

Por Adriana Nicacio

Sem traumas, a Caixa Econômica Federal conseguiu dar um adeus definitivo à Gtech – empresa envolvida no escândalo Waldomiro Diniz. Criou seu próprio modelo tecnológico de loterias e o Brasil tornou-se o único país emergente a desenvolver um sistema de loterias com know-how, inclusive, para exportar. Ele foi instalado em nove mil unidades lotéricas, distribuídas por 3.628 municípios. Há duas semanas, Clarice Copetti, diretora de tecnologia do banco, exibiu o modelo brasileiro no World Lottery Association, em Cingapura. 

Na feira, mais de dez países se interessaram pelo sistema. Clarice estima a economia em R$ 400 milhões. O cálculo é simples: se o modelo fosse contratado, não sairia por menos de R$ 500 milhões. “Considerando que ainda estamos investindo, que compramos máquinas novas e mudamos todo o software, o nosso custo foi de R$ 100 milhões”, explica ela.

A vantagem do modelo da Caixa é que todos os 23 mil terminais possuem um sistema integrado que permite o acesso aos jogos e aos serviços financeiros. Todo o programa foi elaborado em padrão aberto, o que torna simples a reengenharia do sistema quando uma nova modalidade de jogo for lançada. Recentemente, a Caixa conseguiu abrir um novo sorteio para a Loto Fácil e planeja, para março, a Loto Mania. Aliás, prazo é o principal ganho da Caixa na avaliação dos gerentes e supervisores. Com a Gtech, qualquer novo produto levava até dois anos para ser posto em prática, como foi o caso dos depósitos em cartão. Nesse novo modelo, as decisões levam 30 dias para serem aplicadas. “Mais de 1,6 bilhão de movimentações foram fiscalizadas pelo Ministério Público e reprocessadas, o que garante a segurança do sistema”, diz o gerente Nacional de Jogos, Antônio Carlos Barasuol. “Fomos audaciosos, mas conseguimos superar as dificuldades, com reconhecimento internacional.


Câmara aprova a Lei da Micro e Pequena Empresa

 

22/11/2006 – O Estado de São Paulo


Nova lei reduz a carga tributária para as micro e pequenas empresas

 

SÃO PAULO - A Câmara dos Deputados aprovou a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas na noite de quarta-feira. Após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva num prazo máximo de 15 dias, a lei, também conhecida como SuperSimples, entrará em vigor em 1º de julho de 2007 e permitirá aos microempresários o pagamento de oito tributos como se fossem um só: IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS, INSS sobre a folha, ICMS e ISS. A base de cálculo será a média das receitas aferidas nos últimos 12 meses.

 

Podem se beneficiar com o SuperSimples microempresas com receita anual até R$ 240 mil e as empresas de pequeno porte na área comercial, industrial e setores selecionados na área de serviços que faturam de R$ 240 mil até R$ 2,4 milhões ao ano. Além dos benefícios tributários, a nova lei cria cadastros unificados para diminuir a burocracia dos processos de abertura e fechamento de empresas e dá às micro e pequenas empresas participação preferencial nas licitações de até R$ 80 mil.

 

A lei aprovada por 323 votos a favor e quatro abstenções traz também outros benefícios que fazem referência às exportações - não haverá mais incidência de impostos sobre as receitas de exportações realizadas pelas micro e pequenas empresas - e ao estímulo à inovação - 20% dos recursos de tecnologia de todas as entidades serão destinados a essas empresas.

 

Alíquotas

As alíquotas, tanto para as microempresas quanto para as de pequeno porte, variam de acordo com 20 faixas de enquadramento da receita bruta em 12 meses e de acordo com o tipo de empreendimento. Para o comércio, a menor faixa, de receita bruta até R$ 120 mil, pagará 4% de imposto; a maior faixa, com receita bruta de um centavo acima de R$ 2,28 milhões a R$ 2,4 milhões, pagará 11,61%. No caso da indústria, as alíquotas variam, nas mesmas faixas, de 4,5% a 12,11%.

 

Para o setor de serviços, o projeto institui três tabelas. A primeira, válida para atividades como creche, pré-escola, agências de turismo ou agências lotéricas, impõe tributação de 6% a 17,42%.

 

A segunda tabela, para serviços como produção cultural e artística, transporte municipal de passageiros e escolas de línguas, terá alíquotas de 4,5% a 16,85%. A terceira tabela, destinada à serviços como academias, elaboração de softwares e escritórios de contabilidade, apresenta alíquotas diferenciadas segundo a relação proporcional de profissionais contratados e a receita bruta anual. As alíquotas podem variar de 4% a 13,5% nas 20 faixas de tributação para as empresas cujo custo com a folha de salários seja maior ou igual a 40% da receita.

 

Para as empresas com percentuais menores, há outros três índices de tributação (14%, 14,5% e 15%), válidos para qualquer faixa. A cada mês, o contribuinte deverá somar as receitas brutas dos últimos doze meses e verificar em que faixa se enquadra para pagar o tributo com a alíquota correspondente.

 

Se a micro ou pequena empresa ultrapassar, no ano de início de atividades, o limite de R$ 200 mil de receita bruta multiplicado pelo número de meses em funcionamento nesse período, ela será excluída do Simples Nacional, com efeitos retroativos ao mês de início de suas atividades. O projeto permite, entretanto, que a retroatividade não seja aplicada se o excesso de receita não for superior a 20% desse limite.

 

TIMEMANIA É SANCIONADA PELO PRESIDENTE LULA. 

14/09/2006 - Portal Terra

O presidente Lula sancionou nesta quinta-feira a Timemania, loteria criada para ajudar os clubes de futebol a refinanciar e pagar suas dívidas com a União, estimadas em R$ 900 milhões.

Em discurso, o presidente criticou a constante saída de jogadores dos times brasileiros e disse esperar que a nova lei ajude a mudar isso.

"Sonho um dia que o jogador brasileiro não tenha que ir jogar lá fora por causa do dinheiro. Ele pode até querer ir, mas que os clubes brasileiros tenham a mesma condição de sustentabilidade financeira que os países europeus", afirmou.

A lei, aprovada na Câmara no dia 5 de setembro, terá funcionamento semelhante à Quina ou à Mega Sena. A diferença é que ao invés de números, o apostador escolherá entre 80 escudos dos times de futebol participantes do Campeonato brasileiro nas séries A, B e C.

De acordo com cálculos preliminares da Caixa Econômica Federal, responsável pela administração da nova loteria, os recursos serão de cerca de R$ 500 milhões anuais. Os clubes poderão utilizar esse montante após terem suas dívidas tributárias e de FGTS quitadas.

Após a sanção presidencial, o Ministério do Esporte formará uma comissão para regulamentar a lei, da qual participarão representantes dos ministérios do Esporte, da Previdência e da fazenda, da Receita Federal, da Caixa e de entidades ligadas ao futebol.

O ministro do esporte, Orlando Silva, também elogiou a sanção. "Esperamos que, com a maior profissionalização do futebol, a exportação de talentos para o exterior diminua e nossos craques tenham condições de jogar aqui, valorizando e fortalecendo os campeonatos nacionais", disse.


Para a Copa, tem que construir 12 estádios", diz Lula

14/09/2006 - Portal Terra

Após sancionar a Timemania na manhã desta quarta-feira, o presidente Lula falou sobre a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ele admitiu que, atualmente, o País não tem a mínima condição de sediar o evento.

"Caso o Brasil queira realmente fazer uma Copa, será necessário construir no mínimo 12 estádios no país", lembrou o presidente em seu discurso após aprovar a nova loteria dos clubes.

Apesar de reconhecer a limitação do país neste sentido, Lula defendeu a candidatura brasileira. Esse é o principal projeto do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.

Lucro líquido da Caixa Econômica Federal sobe 43% no semestre, para R$ 1,3 bilhão.

23/08/2006 - Valor Online - UOL

BRASÍLIA - O lucro líquido da Caixa Econômica Federal somou R$ 1,343 bilhão no primeiro semestre deste ano, valor que supera em 43,4% a cifra obtida em igual intervalo de 2005. As receitas da intermediação financeira totalizaram R$ 13,793 bilhões, o correspondente a um acréscimo de 17,66% sobre o faturado nos seis meses iniciais de 2005.

No que diz respeito ao resultado operacional, ficou 8,3% maior neste semestre, totalizando R$ 1,479 bilhão.

O patrimônio líquido (PL) evoluiu 23%, para R$ 8,355 bilhões. A rentabilidade sobre o PL final ficou em 34,38%. Segundo balanço divulgado há pouco, o patrimônio líquido da instituição equivalia a 25,72% dos ativos ponderados pelo o risco em 30 de junho - o índice mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%, conforme previsto no acordo de Basiléia. Já o Índice de Imobilização da Caixa em relação ao PL situou-se em 17,89%, contra o teto de 50% estabelecido pelo BC.

O banco federal encerrou o exercício com ativos líquidos de R$ 199,551 bilhões. Um ano antes, essa rubrica contabilizava R$ 166,960 bilhões.

Considerando também recursos de terceiros como de fundos de investimento, contas de PIS e FGTS e outros, vê-se que os ativos administrados pela Caixa evoluíram à razão de 17% entre os semestres, para R$ 469,608 bilhões.

Tarifas bancárias sobem 384% em 5 anos e turbinam receita de serviços.

 04/08/2006 - (Fonte: O Estado de S. Paulo, por Renée Pereira)

Com avanço de 122,04% no período, serviços já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro

De cada 10 tarifas cobradas pelos bancos, 9 tiveram aumento muito acima da inflação nos últimos cinco anos. Na média, somando todas as taxas do sistema financeiro, a alta foi de 384% entre 2001 e 2006. No período, a inflação medida pelo IPCA foi de 50,6%, segundo levantamento feito pelo economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

A tarifa que apresentou a maior elevação foi a de depósito em outra agência, cujo preço saltou 2.614%, de R$ 0,07 para R$ 1,90. Há casos extremos em que o aumento atingiu 49.000% (de R$ 0,30 para R$ 150), caso da tarifa de substituição de garantia do Banco do Brasil. "O resultado do trabalho explica, em parte, os lucros recordes dos bancos nos últimos anos", analisa Oliveira.

Segundo ele, os ganhos com prestação de serviço já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro ante 9% em 2002. "Enquanto as despesas com pessoal cresceram 48,59% entre 2000 e 2005, as receitas de prestação de serviços avançaram 122,04%", diz, explicando que o crescimento é decorrente da ampliação da base de clientes e da cobrança de serviços antes sem tarifas.

O estudo, coordenado por Oliveira, considerou as tarifas cobradas de pessoa física das 13 principais instituições financeiras do País: Bradesco, Itaú, Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa, ABN Amro Real, Banco do Nordeste do Brasil, Santander Banespa, BankBoston, Citibank, HSBC e Safra. O material foi elaborado com dados do Banco Central.

As tarifas mais pesadas para os consumidores são as relacionadas ao crédito. No caso de rescisão contratual (quitação antecipada), a taxa é de R$ 479,35. Em 2001, esse serviço não era cobrado, segundo o estudo. O consumidor que quiser fazer a abertura de crédito pagará, na média do sistema, R$ 367,23. Há cinco anos ele desembolsaria R$ 32,83 - o que representa aumento de 1.018%. A tarifa de uma renegociação de dívida é R$ 239,81 - valor 1.072% superior ao que era cobrado pelos bancos em 2001, de R$ 20,45.

Serviços do dia-a-dia também tiveram alta acima da inflação. O Doc D subiu de R$ 7,39 para R$ 12,17 (64,68%) e extratos em terminal eletrônico, de R$ 0,86 para R$ 1,99 (131,40%).

O estudo mostra que a quantidade de tarifas também aumentou. Na média, saiu de 39 para 41 tarifas cobradas. Individualmente, só o Banco do Brasil não aumentou o número de tarifas. A Nossa Caixa foi a que mais criou taxas, um total de 14. Em 2001, o banco era, ao lado de Citibank e BankBoston, o que menos tarifas tinha. O número de serviços taxados na instituição saltou de 30 para 44.

O campeão em número de tarifas é a Caixa Econômica Federal, que elevou de 41 para 46 tarifas. Segundo a instituição, todas as tarifas são regulamentadas pelo BC. Além disso, afirma que tem um leque de financiamentos à pessoa física muito maior que as outras instituições, como penhor e habitação.

Entre as instituições que elevaram o preço de um número maior de tarifas, a liderança ficou com o Bradesco. Segundo o levantamento, o banco reajustou 32 taxas. A Nossa Caixa aparece em segundo lugar, com 29 tarifas, e o HSBC, 28.

Na avaliação do presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, as instituições financeiras descobriram nas tarifas um filão para ganhar dinheiro. "Assim, conseguiram substituir os ganhos antes conseguidos por causa da inflação." Segundo Rodrigues, a tendência é que o outros serviços, hoje gratuitos, passem a ser taxados, como os de internet. "Há espaço grande para que isso ocorra."

Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as tarifas bancárias são a justa contraposição para serviços prestados a um cliente ou usuário do sistema financeiro. Em comunicado, a entidade afirma que, assim como há taxas referentes ao uso de energia elétrica, saneamento e transportes, é apropriado que os consumidores paguem pela transferência de recursos, manutenção de agências e da tecnologia.

A Febraban afirma que as tarifas são definidas por meio de livre concorrência e os ajustes não têm porquê seguir periodicidade. "Os critérios para alteração de preço variam de acordo com uma série de custos peculiares a cada banco. O que inviabiliza comparações de tarifas entre instituições."

 

Novo sistema ‘emperra’ atendimento nas casas lotéricas

07/05/2006 - Regional On-Line - Catanduva - SP

Acostumadas com a facilidade de pagar suas contas sem as filas, comuns aos bancos, as pessoas que estiveram nas casas lotéricas ontem se surpreenderam. A fila de espera por atendimento se arrastava até a calçada.
O motivo, segundo as lotéricas, era o novo Sistema da Caixa Econômica Federal, instalado há aproximadamente 15 dias.
“Eu nunca tinha visto uma fila como esta na lotérica”, disse Elizabeth Esregnolli, que estava próximo do final da fila, debaixo de sol, no calçadão de Catanduva.
De acordo com o dono da lotérica, o tempo médio para o atendimento por pessoa variava entre dez e 15 minutos.
“Isso quando o Sistema está funcionando, já que ele tem saído do ar toda hora. Quando volta, é lento demais”, informou José Carlos.
Para piorar a situação, este sábado foi dia 5 e muitas pessoas aproveitavam para pagar as contas.
“Vim pagar contas de telefone e não sabia dessa fila não. É muito ruim”, reclamou Luis Carlos Pereira.
Além do pagamento de contas, outro atrativo deixou as lotéricas movimentadas.
A Mega-sena, loteria da CEF, estava acumulada e o prêmio estimado era de R$ 27 milhões.
“Estou a meia hora na fila, mas vale a pena”, disse o apostador Gustavo Soares de Souza.
“É o sonho de ficar rico e eu estou pagando o preço”, brincou.
Apesar do bom humor de alguns, de uma forma geral as pessoas que estavam nas filas reclamavam da demora no atendimento.
“O erro foi a Caixa querer testar esse novo Sistema de forma simultânea, em todo o Brasil”, reclamou outro dono de lotérica, Laerte Ernesto.
Ele disse se preocupar com a situação. “Minha preocupação está em a confiabilidade das lotéricas ser questionada pelos usuários”, concluiu.


Donos de lotéricas se queixam dos prejuízos


05/05/2006 - Jornal Comércio da Franca - SP

Os proprietários de lotéricas estão sofrendo duplamente com a troca no sistema operacional da CEF. Além das centenas de reclamações diárias dos clientes, o bolso dos comerciantes também tem sido afetado. Em alguns pontos, o faturamento caiu pela metade.

O dono de uma casa lotérica no Centro, Mauro Ferrari, acha que a CEF precisa resolver rapidamente o problema na lentidão do novo sistema. “Antes eu fazia até 600 autenticações por dia. Eu recebo por elas. Hoje, não passam de 300. Estou perdendo em torno de 50%”, disse.

Ferrari disse que o acúmulo de pessoas nas filas tem gerado queixas diárias. “O antigo sistema levava de dois a três segundos para processar um jogo ou pagamento. O atual leva mais. Está difícil pedir paciência e explicar para os clientes que a Caixa trocou o sistema e a culpa não é da lotérica. Nem sempre eles entendem”.

Na terça-feira, cerca de 30 pessoas aguardaram das 17h30 às 19 horas para jogar na Lotofácil, cujo sorteio ocorreu naquela noite. Mas, as apostas não foram realizadas. “O pessoal ficou aqui por muito tempo e saiu sem atendimento. É lamentável”, disse Ferrari. (MJ)


Caixa vai prorrogar o contrato com a Gtech

28/04/06 – Fonte: Correio Braziliense - Marcelo Tokarski e Vicente Nunes

Acordo terá validade por mais três meses para evitar problemas no pagamento de aposentadorias, Bolsa Família e seguro desemprego 

Ainda não será desta vez que a Caixa Econômica Federal conseguirá se livrar da Gtech, a multinacional que há quase uma década opera as loterias e os sistemas de informática dos correspondentes bancários vinculados ao banco federal. A Caixa anunciará oficialmente hoje que o contrato com a empresa, que vem sendo investigado pelo Ministério Público (MP) e pela CPI dos Bingos do Congresso Nacional por suspeitas de superfaturamento será prorrogado por pelo menos mais três meses.

Tudo porque a Caixa não conseguiu cumprir os prazos para instalar sua própria rede de terminais. Se não renovar o contrato com a Gtech, o banco terá que suspender os pagamentos de quase todos os benefícios (aposentadorias, Bolsa Família, seguro desemprego e PIS) realizados por meio das mais de 9 mil lotéricas do país. Sem a Gtech, as lotéricas também não poderão receber nenhum tipo de conta — 60% dos boletos bancários emitidos no país são quitados nessa rede de lojas.

O processo de substituição da Gtech, cujo contrato com o banco federal chegou a R$ 650 milhões por 25 meses, começou a ser feito em janeiro do ano passado. Naquele mês, a Caixa concluiu um processo de quatro licitações públicas para contratar fornecedores de equipamentos, bobinas e redes de telecomunicações. No entanto, problemas com recursos administrativos movidos por um dos consórcios perdedores — liderado pela Telemar — adiaram a proclamação de um dos vencedores, a Vicom Ltda., empresa que ficou responsável por instalar a nova rede de transmissão de dados.

O atual contrato da Caixa com a Gtech, que já foi estendido por um ano — o chamado período de transição para a nova rede — vencerá no próximo dia 14, mas o banco oficial admitiu que não terá condições de manter o sistema em atividade sem a multinacional. Dentro do governo, a prorrogação do contrato é vista como um desastre, diante de todo o desgaste político que a relação entre as duas empresas provocou. E, também, por explicitar a ineficiência do banco federal em desenvolver sua própria rede de transmissão de dados.

Estragos
A Caixa prometeu acionar judicialmente a Vicom pelo atraso na implantação da rede de comunicação. Em janeiro do ano passado, a empresa venceu a licitação, ao oferecer R$ 238 milhões por cinco anos de serviços, valor 46% inferior às estimativas da Caixa, que esperava desembolsar R$ 522 milhões. Ontem, o Correio entrou em contato com a assessoria de imprensa da Vicom, em São Paulo , que se comprometeu a falar sobre o atraso. No entanto, até o fechamento desta edição, ninguém da empresa retornou as ligações. 

Dentro da Caixa, o que se diz é que a Vicom vem alegando que até 14 de maio toda a rede estaria funcionando por completo. Mas por estar ciente da realidade, já que menos das 9 mil lotéricas foram interligadas pelo novos sistema, o banco decidiu prorrogar o contrato com a Gtech por mais três meses. A medida permitirá a continuidade dos serviços nas cidades onde a nova rede ainda chegou e uma alternativa para os locais onde possam ocorrer problemas. Segundo a Caixa, que não revela o valor do contrato de renovação com a Gtech, a empresa ficará responsável apenas pela captação e transmissão dos dados, uma vez que o processamento das informações já está sob responsabilidade direta da instituição desde outubro do ano passado. 

Na tentativa de minimizar os estragos da renovação com a Gtech, empresa acusada de ter sido beneficiada por pessoas do alto escalão do governo federal, como Waldomiro Diniz, ex-assessor do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a Caixa fará uma campanha publicitária (abaixo) para divulgar as mudanças nos sistemas operacionais das casas lotéricas. A campanha enfatizará a modernização do sistema. A prorrogação do atual contrato foi negociada com as entidades que representam as lotéricas, que estavam preocupadas com um provável colapso no sistema.


Lotérica teme colapso com troca de sistema

28/02/2006 - Folha de S.Paulo - JANAÍNA LEITE

Donos de casas lotéricas de todo o Brasil estão preocupados com a hipótese de problemas, nos próximos dois meses, no pagamento de benefícios assistenciais do governo e com o envio das apostas à CEF (Caixa Econômica Federal).
Eles temem ser insuficiente o prazo final estipulado pela Caixa, 15 de maio, para substituir o atual sistema tecnológico das lotéricas.
"Tenho 30 anos de Caixa, me aposentei como superintendente de loterias. Isso me dá autoridade para dizer que haverá falhas sérias na transmissão dos dados", afirma o presidente da Febralot (Federação Brasileira de Empresas Lotéricas), Paulo Michelon. "O prazo teria de ser estendido, no mínimo até o final do ano."
A Caixa refuta tal possibilidade. Diz que o cronograma está sendo executado e que, até a data limite, acontecerá a troca completa das máquinas sem maiores transtornos.
Michelon contesta essa versão. Segundo ele, dificilmente mais que 50% do sistema terá migrado até 15 de maio. "Dos 25 mil terminais a serem implementados, não há mais que 1,2 mil colocados. Só no Rio Grande do Sul, por exemplo, existem 1.800 máquinas antigas. Até agora foram substituídas 50 dessas máquinas", diz.
O presidente da Febralot não arrisca dizer quanto os lotéricos perderão se a comunicação tecnológica com a Caixa ficar truncada. Adiantou, todavia, que haverá demissões para cobrir prejuízos.
"As loterias empregam, em média, quatro funcionários. Caso minha previsão seja confirmada, é provável que o número seja reduzido à metade e 20, 25 mil pessoas percam seus empregos", pondera Michelon.
Ele prevê ainda a superlotação das agências da Caixa e, no caso de cidades distantes, onde não há agência bancária, o aumento da dificuldade enfrentada pelos cidadãos que recebem benefícios assistenciais na hora de receber o que lhes é de direito. "É gente que terá de andar quilômetros de barco ou a pé", observa.

Disputa política

O pano de fundo do estremecimento entre lotéricos e a Caixa é o caso Gtech, a multinacional americana vendida a italianos que atuava como única integradora dos sistemas tecnológicos das casas de apostas.
As atuais máquinas das lotéricas foram fornecidas pela Gtech. A empresa é responsável, por documento que expira em 15 de maio, também pela manutenção dos equipamentos.
Contratos firmados entre a CEF e a Gtech têm sido alvo de várias instâncias de investigação desde 2004, quando veio à luz um escândalo envolvendo o petista Waldomiro Diniz. Um vídeo flagrado por uma câmera oculta mostrava o então assessor da Casa Civil pedia propina e contribuições a campanhas eleitorais ao empresário Carlinhos Cachoeira, que mantinha negócios com a Gtech por meio de loterias estaduais.
O último lance decorrente do episódio aconteceu no dia 1º deste mês, quando a CPI dos Bingos aprovou relatório afirmando que a parceria com a Gtech causou um prejuízo de R$ 556 milhões à Caixa entre 1997 e 2004.
O texto aprovado também diz que os contratos entre as duas foram aditados à custa de suposto pagamento de propinas da Gtech a funcionários da CEF.
Ambas, instituição e Gtech, refutam as acusações. À época, a Caixa observou que o último aditamento vigora há quase três anos e, desde lá, nada foi comprovado que colocasse em dúvida a lisura dos procedimentos adotados.
A GTech, por sua vez, observou que a CPI dos Bingos não apresentou provas da denúncias. Classificou o relatório como "superficial" e "contraditório".
"A Caixa sabe que o tempo para terminar a migração dos sistemas é insuficiente, mas o governo não quer arcar com o desgaste político de estender o contrato", diz o presidente da Febralot. "O problema é que, se houver problema no repasse dos benefícios sociais, também haverá arranhão na imagem governamental."

Costume

Funcionários da Caixa ouvidos pela Folha têm outra versão para a resistência dos lotéricos. Eles estariam reclamando porque estão acostumados à parceria com a Gtech, aos atuais equipamentos e porque não querem gastar com treinamento de seus funcionários. Outro motivo, defendeu a fonte, é o descontentamento com a margem de lucro que obtém em cada aposta, considerada baixa pelos empresários, que estariam, assim, aproveitando a ocasião para "fazer barulho".
A despeito do costume em lidar com a Gtech, parece haver uma parcela de lotéricos insatisfeita com o atual modelo tecnológico. Pesquisa feita pelo Sincoesp (Sindicato dos Empresários Lotéricos de São Paulo), junto a 202 associados, registrou que 57% dos entrevistados considerava os produtos ofertados pela multinacional "ruins". Outros 15% classificaram as máquinas como "boas", enquanto 28% disseram "regular".
Os equipamentos da Gtech serão substituído por outros produzidos pelo consórcio Bradesco/ Procomp.
A Vicom cuidará dos serviços de telecomunicações e transmissão dos dados; a Trans-World Transportes Especiais será responsável pela guarda, transporte e distribuição dos suprimentos e a Wintech do Brasil fornecerá volantes e bobinas térmicas. Todas foram contratadas por meio de licitação ocorrida em março do ano passado.


Suspeito é morto a tiros durante assalto

05/02/2006 - Diário de Canoas

Homens saíram de lotérica, trocaram tiros com policial e um deles morreu.
O desfecho de um assalto a uma casa lotérica na rua Coronel Vicente, no centro de Canoas, assustou algumas pessoas que passavam pelo local por volta das 13 horas de ontem. Durante a fuga, um dos suspeitos acabou morto com três disparos após trocar tiros com um policial civil aposentado. O homem foi identificado por familiares como sendo Fábio Israel da Silva Neques, 29. Com ele foi encontrado um revólver calibre 38 com a numeração raspada e três cartuchos deflagrados, além de parte do dinheiro que teria sido roubado. Outros dois envolvidos conseguiram fugir.Segundo o proprietário do estabelecimento comercial, o local já havia sido assaltado no mês passado por um dos envolvidos no ataque de ontem. O total da quantia levada não foi revelado. A Brigada perseguiu os outros dois assaltantes, mas conseguiu apenas recuperar uma pequena quantia que estava em um terreno baldio a duas quadras do local do assalto, juntamente com um bilhete da lotérica. Ao todo foram recuperados R$ 1.595,00. Amanhã a 1ª Delegacia de Polícia começa a ouvir testemunhas do assalto.


Jovem de 20 anos é morto em assalto em Itajaí


08/12/2005 - Clic RBS

George Prates, de 20 anos, foi morto nesta quinta com um tiro no peito durante um assalto à lotérica Pé de Coelho, em Itajaí, por volta das 10h30min.
O rapaz, seu pai de 61 anos e uma funcionária do estabelecimento se esconderam no banheiro quando dois homens armados entraram na lotérica e anunciaram o assalto.
Os dois bandidos bateram na porta exigindo que o trio saísse. Como se negaram a deixar o banheiro, um dos assaltantes disparou contra a porta. O tiro acertou o peito de George.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não houve tempo de salvar o rapaz, que morreu nos braços do pai. Uma hora depois, dois dos três assaltantes foram baleados e presos pela Polícia Militar de Itajaí e Balneário Camboriú no Bairro Tabuleiro, em Camboriú.


Assalto termina em morte em Santa Maria

07/12/2005
- Clic RBS 

Um assalto a uma lotérica de Santa Maria terminou em morte na manhã de hoje. Um empresário foi baleado no quarto onde morava, nos fundos de uma imobiliária.
Dois homens entraram no local dizendo que pretendiam pagar um aluguel. Eles amarraram os três  funcionários e foram até o quarto do proprietário da empresa, onde estaria o cofre.
O empresário Ilo Mariano Santos Lemos estava dormindo quando foi surpreendido pelos ladrõe. Ele foi atingido por doir tiros e morreu no local.
Os assaltantes teriam fugido em uma moto. Ainda não se sabe quanto foi roubada.


Sorte grande em uma única aposta

18/11/2005 - Zero Hora

Ahaheim, EUA

Sete pessoas faturaram US$ 315 milhões

É tanto dinheiro que fica difícil até decidir o que fazer com os milhões.
Sete funcionários - uma secretária e seis laboratoristas - da empresa Kaiser Permanente dividirão nos EUA a fortuna de US$ 315 milhões (R$ 692,1 milhões), prêmio da loteria Mega Millions, depois de desembolsarem apenas US$ 3 (R$ 6,5) cada para a compra do bilhete. Foi o terceiro maior prêmio com um só bilhete na história dos EUA.
Um dia depois de se tornarem milionários, os felizardos foram trabalhar normalmente no Centro Médico Garden Grove, na cidade de mesmo nome, na Grande Los Angeles. Para comemorar, pagaram um almoço para os colegas. Seus nomes não foram divulgados - os sete preferem ficar no anonimato, segundo a porta-voz da Kaiser Permanente.
O bilhete foi comprado em uma loja de propriedade de um casal de imigrantes mexicanos, Guadalupe e José Cordova, ambos de 53 anos. Os dois não podem reclamar - por ter vendido o bilhete, a loja receberá US$ 1 milhão. Ontem, o casal se deu uma folga, mas o local estava aberto.
- Mamãe vai tirar umas férias longas - disse Raquel Cordova, filha do casal.


Vereadores e BM discutem ações contra assaltos em lotéricas.

15/11/2005 - Diário de Canoas

REUNIÃO: Lotéricos estiveram na Câmara pedindo auxílio dos vereadores.

Atendendo a reivindicação de proprietários de casas lotéricas, o presidente da Câmara de Vereadores, Nedy de Vargas Marques (PTB), e o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, vereador Juarez Hoy (PDT), reuniram-se com o comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente coronel Rodolfo Pacheco. O encontro ocorreu na quinta-feira, 10. Na ocasião os participantes discutiram uma forma de coibir os constantes ataques que vêm ocorrendo nas agências lotéricas da cidade.
Nove proprietários desse tipo de estabelecimento estiveram na Câmara há alguns dias pedindo apoio para enfrentar a onda de assaltos de que são vítimas. Os comerciantes alegam que suas agências atendem principalmente a população de baixa renda no recebimento de contas de água, luz e telefone. Da mesma forma, fazem pagamento de benefícios sociais. 

Segundo eles, esse movimento impressiona os assaltantes, levando-os a acreditar que existe bastante dinheiro no caixa das agências, incentivando os assaltos.
Nedy e Juarez prometeram apoio à reivindicação e na reunião com o comandante do 15º BPM apresentaram algumas sugestões para enfrentar o problema. Entre elas, sugeriram que as agências adotem o alarme bancário ou um sistema de monitoramento via internet, com ligação direta ao 15º BPM, para inibir os assaltantes, pois eles poderiam ser facilmente identificados pelo sistema.


Loteria Instantânea - Nova rotina de pedido

07/11/2005 - Caixa - EN Novo Hamburgo

Além do telefone, a ECT vai disponibilizar também, aos Empresários Lotéricos, a possibilidade de efetuar os pedidos via internet, no endereço WEB http://shopping.correios.com.br/caixaloterias , sendo que as instruções para utilização desse canal estão em fase final de elaboração e serão divulgadas em breve. O link também está disponível em nossa página principal.


Compartilhamento será estendido para todo País


03/11/2005 - Jornal Valor Econômico 

Até o final de novembro, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal vão estender a todo o Brasil o compartilhamento da rede de auto-atendimento. O projeto, chamado de "Bancos Integrados", envolve os terminais externos e as lotéricas e começou no início do ano em três cidades: Brasília, Curitiba e Recife. Desde setembro, passou a abranger 22 Estados e 6,7 mil pontos de venda (3,8 mil lotéricas, 2.250 terminais externos do BB e 600 da Caixa).

O uso dos terminais compartilhados está acima da expectativa, disse o gerente executivo do BB, Cícero Przendsiuk, e deve aumentar mais com a inclusão dos Estados que ainda estão fora. Przendsiuk afirmou, em seminário realizado pelo Institute for International Research (IIR), que vão entrar agora os Estados com maior número de clientes, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os primeiros resultados justificam o otimismo, segundo Przendsiuk. Nos primeiros 25 dias de outubro, já foram realizadas 1,5 milhão de transações nos terminais compartilhados pelo BB e Caixa, 435 mil das quais, ou quase um terço, por clientes do outro banco.

O uso da rede compartilhada pelos clientes do BB e Caixa supera assim, em muito, a média do mercado. De acordo com dados apresentados pelo chefe do Departamento de Operações Bancárias e do Sistema de Pagamentos do Banco Central (BC), José Antonio Marciano, 36% da rede nacional de 140 mil terminais já têm uso aberto, mas só 2% das transações são compartilhadas. Das operações realizadas, saque e saldo representam cerca de 70% - percentual que está exatamente dentro da média do mercado.

O número de transações também ficou acima do esperado, que era de 1 milhão de operações em todo o mês. A expectativa agora é que supere os 3 milhões com a entrada dos cinco Estados que ainda faltam.

Para Marciano, a falta de informação e o custo são dois fatores que inibem o compartilhamento. BB e Caixa reconhecem que o elevado volume de operações realizadas reduz os custos. Cada terminal do BB realiza cerca de 50 mil transações por mês. Mas, o BC está interessado em que o mercado financeiro compartilhe não só a rede de auto-atendimento, mas também a de máquinas de leitura de cartões (POS, de point of sale). Nesse sentido, vai divulgar ainda neste ano uma diretiva indicando o caminho ao mercado. O BC acredita que o compartilhamento trará maior eficiência ao sistema e reduzirá os custos - vantagens que seriam repassadas aos clientes.

Diante da sinalização, a Bancos Integrados já está conversando com bancos privados e espera "duas ou três" adesões no início do próximo ano, disse Przendsiuk, estimando que isso possa elevar o movimento para 60 milhões de transações por mês.

Outras redes já compartilhadas - a Tecnologia Bancária (TecBan), que administra o Banco24Horas, e a ATP, que cuida da Rede Verde-Amarela (RVA) - também estão se movimentando. A TecBan engloba 13 das redes existentes e soma 27 mil pontos de atendimento. A RVA soma 5 mil pontos de atendimento e cerca de 30 mil terminais, incluindo os correspondentes bancários.

Outra meta da Bancos Integrados para o primeiro semestre do próximo ano é ampliar o leque de operações disponíveis na rede compartilhada, incluindo transferências, pagamentos e extratos, que, junto com os saques e saldos, representam até 85% das operações feitas pelos clientes.

Para o diretor da Caixa, Sérgio Maia, o principal passo do próximo ano, que representará efetivamente grande economia para os bancos envolvidos no projeto, será a constituição de uma empresa para administrar a rede compartilhada. "A redução do custo será mais acentuada com a eliminação das áreas hoje duplicadas", como a retaguarda, disse Maia.


Bilhete premiado com US$ 1 milhão foi pago com cartão roubado

28/10/2005 - Clic RBS

Mulher que ganhou na loteria nos EUA pode perder o direito ao dinheiroTem gente que tem azar até mesmo quando tem sorte. Christina Goodenow, de 38 anos, moradora do Estado norte-americano do Oregon, comprou um bilhete de loteria e foi premiada com US$ 1 milhão, mas pode perder o direito ao dinheiro porque o bilhete foi comprado com um cartão de crédito roubado.

Christina já enfrenta processos relacionados com roubos, falsificação de documentos e posse de drogas. Ela começou a ser investigada depois que policiais descobriram que ela estava usando o cartão de crédito de sua sogra, morta há mais de um ano, para fazer compras – entre elas, o bilhete de loteria premiado.

Os funcionários da lotérica não quiseram dar informações, já que as investigações ainda estão em andamento. A polícia investiga onde Christina escondeu a primeira parcela do prêmio, de US$ 33,5 mil – de acordo com a loteria, os US$ 1 milhão serão pagos em parcelas durante 20 anos. Durante a revista na casa dela, nada foi encontrado.

 

Janene declarou prêmio da Mega-Sena no Imposto de Renda

12/10/2005 - Clic RBS

O líder do PP na Câmara, deputado José Janene (PR), declarou ter recebido um prêmio de R$ 36,184 mil da Mega-Sena em 2001. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, que teve acesso à declaração de Imposto de Renda que Janene entregou à Justiça Eleitoral em 2002, provavelmente o deputado acertou na Quina.

O jornal destaca que, apesar de modesta, a quantia era suficiente para justificar seus rendimentos naquele ano, já que o deputado declarou à Receita não ter tido alterações em seus bens entre 2001 e 2000. A única diferença entre os dois anos, além do prêmio, é a quitação de R$ 33 mil em dívidas com o Banco do Brasil – valor próximo do dinheiro ganho na Mega-Sena.

O parlamentar está na lista de cassáveis do Conselho de Ética da Câmara acusado de ser o responsável pelo mensalão no PP. Em 1993 o deputado João Alves, do então PPR baiano, alegou que ganhara 221 vezes na loteria. 

 

Preso suspeito do latrocínio em Novo Hamburgo

06/10/2005 - Clic RBS

Um rapaz de 25 anos, suspeito de envolvimento no roubo ao malote de uma agência lotérica e na morte do empresário Gilson Neis, 35 anos, ocorrida na segunda-feira à tarde, em Novo Hamburgo, está preso desde ontem. O homem foi apontado pelo motoboy que teria alugado uma moto utilizada no assalto.

Neis foi morto com dois tiros na cabeça, ao ser abordado por dois homens, às 16h de segunda-feira, quando transportava um malote da Sinos Loteria para a Caixa Econômica Federal. O ataque ocorreu em pleno Calçadão Oswaldo Cruz, no centro da cidade.

O suspeito foi preso ao se apresentar para prestar depoimento na 2ª Delegacia da Polícia Civil, de Novo Hamburgo. Ele foi reconhecido por testemunhas como sendo um dos homens que abordou Neis, no Calçadão. Entretanto, o rapaz nega qualquer participação no crime. Ele teve prisão temporária decretada e está recolhido ao Presídio Central, em Porto Alegre.

 

Assalto a lotérica deixa um homem ferido em NH

03/10/2005 - Clic RBS

O proprietário de uma empresa de segurança foi baleado com dois tiros na cabeça quando transportava um malote hoje à tarde no Centro de Novo Hamburgo. Gilson Neis, 35 anos, foi alvejado por dois assaltantes às 16h na esquina do Calçadão Oswaldo Cruz com a Rua Bento Gonçalves.

Neis transportava o malote da agência lotérica Sinos Loteria, situada no Calçadão, para a Caixa Econômica Federal, distante duas quadras dali. Segundo um comerciário de 27 que aguardava sentado em um banco para conversar com um advogado e assistiu ao crime, dois rapazes se aproximaram, anunciaram o assalto e tentaram puxar o malote das mãos de Neis. A vítima reagiu resistindo em entregar o malote, o que fez com que um dos criminosos disparasse duas vezes contra a cabeça da vítima, enquanto o outro efetuava o roubo.

Os assaltantes fugiram em uma moto Yamaha preta roubada hoje à tarde na Rua Pedro Adams Filho. O veículo foi abandonado duas quadras do local do crime, na Rua Bento Gonçalves. Neis seguia para o banco acompanhado da gerente da lotérica, que ao presenciar o crime se desesperou e retornou à agência.

Neis foi socorrido por uma ambulância e encaminhado ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo, onde foi submetido a uma cirurgia. O seu estado de saúde é grave.

 

Boletos de Outros Bancos

30/06/2004 - GECOR - CAIXA

A GECOR está atendendo a uma reivindicação feita no 9º Congresso dos Empresários Lotéricos do Rio Grande do Sul, realizado no dia 18/07/2004. A partir do dia 02/08/2004, o sistema estará acatando boletos de outros bancos até R$ 300,00. 


A APOSTA PERDIDA DO UNIBANCO


Como o banco de Pedro Moreira Salles tentou se associar ao bicheiro Carlinhos Cachoeira num esquema de loterias, mas acabou desistindo depois do escândalo Waldomiro e após ser interpelado judicialmente pela Caixa Econômica Federal.

21/04/2004 - Revista IstoÉ Dinheiro
Hugo Studart

  Foto: Régis Filho
  MOREIRA SALLES Presidente do banco
não quis comentar
a tentativa de acordo com
a empresa de Cachoeira

O chope estava meio quente, mas não comprometeu a festa. Regado por uma centena de garçons, acabou deixando o público-alvo eufórico. Também havia vinho chileno, uísque escocês - pouco consumido - e 12 mil empadinhas de palmito, risoles de camarão e canapés de azeitona. Mais de mil convidados, donos de lojas lotéricas, compareceram à Ribalta, uma casa de espetáculos do Rio de Janeiro. A fatura saiu por R$ 180 mil, quitados pelo Unibanco. O momento mais esperado seria o final, uma roda de samba com Martinho da Vila. O ápice, contudo, foi quando um senhor subiu ao palco para oficializar uma proposta. Apresentou-se como Romildo Valente, diretor do Unibanco. Sua idéia era assinar um contrato entre as casas lotéricas do Rio de Janeiro, o Unibanco e um consórcio que administra máquinas de loterias, a Combralog, a fim de quebrar o monopólio da Caixa Econômica Federal no setor. Para começar, Valente propôs instalar as máquinas da Combralog nas 743 lotéricas cariocas. Fabricadas por coreanos, foram testadas com sucesso durante a última Copa do Mundo. Funcionariam de forma paralela às da Caixa, fabricadas pela americana GTech. A oferta foi tentadora. Para o pagamento de contas de serviços públicos, como água e luz, o Unibanco oferecia R$ 0,33 por operação, contra R$ 0,28 pagos pela Caixa. Para o pagamento de boletos bancários nas máquinas da Combralog, a oferta do Unibanco era de R$ 0,61 por operação, contra R$ 0,30 da Caixa. "Daremos todo o suporte necessário", prometeu Valente. "Essa parceria é o marco da independência da classe lotérica nacional", instigou Marcelo Furtado, o presidente do sindicato da categoria no Rio.

  Roberto Castro
  CACHOEIRA: Sua empresa Combralog seria sócia do Unibanco

Imediatamente, os donos das lotéricas correram para assinar o contrato de adesão. Para não incomodá-los com filas, 50 recepcionistas foram convocadas para colher assinaturas. Em 20 minutos, havia 400 adesões. Discreto, um outro personagem assistia a tudo em silêncio. Não subiu ao palco e poucos o viram. Carlos Augusto Pereira Ramos é seu nome, mas só o chamam de Carlinhos Cachoeira. Sócio majoritário da Combralog, Cachoeira foi o principal mentor do negócio com o Unibanco. O plano do Unibanco e de Cachoeira era abrir uma primeira cunha nos negócios da Caixa no Rio e já estava engatilhada a associação com lotéricas de cinco outros Estados - São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia - numa rede com potencial de somar 5.128 pontos de arrecadação para o Unibanco. O faturamento bruto do banco nesses pontos foi calculado em R$ 1,2 bilhão anuais. O negócio, divulgado no jantar com Martinho da Vila no dia 7 de novembro, não teve tempo de se concretizar, porque, ao saber da iniciativa do Unibanco, a Caixa abriu o processo judicial 2003.61.00.033518-8 contra o banco da família Moreira Salles, ao qual DINHEIRO teve acesso com exclusividade. Além disso, o escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira e Waldomiro Diniz contribuiu para azedar o negócio. A direção do Unibanco foi informada da reportagem, mas preferiu não se pronunciar. Carlinhos Cachoeira também não retornou as ligações.

  Carol Carquejeiro
  WALDERY
Ex-presidente da CEF hoje atua no Unibanco

Hoje soa estranho a sociedade entre o terceiro maior banco privado do País - que abriga em sua diretoria o ex-ministro Pedro Malan e o ex-presidente da Caixa Valdery Albuquerque - e um bicheiro protagonista de escândalos de corrupção. Mas até pouco tempo atrás, na diretoria do Unibanco, Cachoeira era tratado como o doutor Carlos Ramos, um parceiro de negócios. As conversas começaram há um ano. Cachoeira arquitetou o negócio e procurou o Unibanco. Mas foi o diretor do Unibanco, Romildo Valente, quem tomou a iniciativa de convidar o presidente do sindicato das lotéricas do Rio, Marcelo Furtado. "Entramos de cabeça porque a Caixa está nos estrangulando com contratos leoninos", explica João José Leal, que há uma década é o principal líder dos lotéricos cariocas. A diretoria da Caixa, que arrecada R$ 3,5 bilhões por ano com sua rede de 9 mil lotéricas, soube do negócio às vésperas da festa com Martinho da Vila. Em reunião de emergência, decidiram agir rápido. Primeiro convocaram para uma reunião em Brasília todos os presidentes dos sindicatos das lotéricas nos Estados. O superintendente de Loterias, Paulo Campos, segurou-os até de noite, para que perdessem a reunião no Rio. No   dia 19 de novembro, a Caixa entrou com uma interpelação judicial contra o Unibanco, contestando o negócio com a Combralog, já que as lotéricas são suas franqueadas exclusivas. "A Caixa não pode ser constrangida a aceitar a utilização de sua marca para a venda de produtos concorrentes", diz a interpelação. Em paralelo,no fim de novembro, o vice-presidente da Caixa, Fernando Nogueira, denunciou o Unibanco ao Conselho de Ética da Federação Brasileira dos Bancos, Febraban. Por fim, Jorge Mattoso, presidente da Caixa, procurou a diretoria do Unibanco em São Paulo para explicar o que estaria sendo engatilhado. "Vocês estão se associando com mafiosos do crime organizado", acusou. A diretoria do Unibanco decidiu recuar - mas até o momento não comunicou a nenhuma das partes a desistência do negócio. Tudo depois que veio a público quem é   o doutor Pereira Ramos, dono da Combralog.

Tentativa frustrada: Em novembro de 2003, o Unibanco convidou os lotéricos a uma festa no Rio que selaria a sociedade com Cachoeira (à dir.) e a Caixa Econômica reagiu com uma interpelação judicial


GTECH SE DEFENDE DE ACUSAÇÕES DA CAIXA ECONÔMICA

24/03/2004 - JB Online

A multinacional Gtech divulgou nota hoje sobre a renovação do contrato com a Caixa Econômica Federal (CEF) no ano passado, na qual informa que as ações ajuizadas pela empresa tiveram por objetivo assegurar seu direito de participar da licitação utilizando o modelo integrado de prestação de serviços.
"É importante enfatizar que a Caixa não está juridicamente impedida de realizar processo licitatório, muito menos de executar qualquer projeto ou estudo de modelo de licitação que lhe pareça mais adequado. A Gtech defende seu direito de propor o formato que, em seu entender e de acordo com sua experiência, melhor atende às necessidades do cliente", diz a nota.
A empresa explica que quando o contrato chegava ao final de sua vigência, a direção anterior da Caixa decidiu realizar processo de licitação que, no entender da Gtech, infringia direitos da empresa. "Após tentativas frustradas de demonstrar à direção da Caixa as falhas em sua licitação, a Gtech optou por recorrer à Justiça", afirma.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, afirmou ontem no Senado que liminares a favor da multinacional Gtech obtidas na Justiça Federal, em Brasília, impedem o banco de realizar licitações e escolher outra empresa para operar as loterias oficiais no país.

A íntegra da nota:
"A Gtech, líder mundial em tecnologia on line para loterias, considera necessário esclarecer diversos temas que têm sido abordados pelos meios de comunicação sobre o relacionamento comercial entre a empresa e a Caixa Econômica Federal.
Inicialmente, é importante destacar que a Gtech investiu mais de US$ 230 milhões em sua operação no Brasil para a consolidação do sistema da Caixa que se transformou ao longo dos anos na maior rede de captura de transações eletrônicas do país. O sistema atende 3.700 municípios e processou 2,9 bilhões de transações em 2003. Além disso, o suporte tecnológico da Gtech possibilitou à rede lotérica da Caixa ser pioneira e líder na utilização de correspondentes bancários, que, em 2003, representaram 40% de todas as transações financeiras da instituição.
Em 1997, quando a Gtech assumiu a operação com a pioneira tecnologia on line, o faturamento das loterias da Caixa alcançou a receita de R$ 1,6 bilhão. Nos anos seguintes, marcados por baixo crescimento econômico, o sistema tecnológico da Gtech possibilitou à Caixa alcançar um aumento médio anual de 10% em sua receita de loterias. No ano passado, a Caixa comemorou novo recorde histórico no faturamento de suas loterias (18% em relação a 2002), alcançando R$ 3,5 bilhões. Além disso, vale destacar que o custo médio de R$ 0,13 por transação financeira feita na rede lotérica é um dos mais baixos em comparação com outros sistemas on line do mercado. A Gtech tem orgulho de constatar que o desempenho do sistema contribuiu de forma efetiva para o lucro recorde da instituição no ano passado.
A presença da Gtech no Brasil iniciou-se em 1994. Na época, a Gtech do Brasil comprou 41,5% das ações da Racimec, participação que aumentou ao longo do tempo até 1997, quando a Gtech tornou-se acionista majoritária. Em seguida, a Racimec mudou sua razão social para Gtech Brasil Holdings S.A e, posteriormente, para Gtech Brasil Ltda.
As alterações societárias da Racimec, empresa líder do consórcio vencedor na licitação de 1997 para operar loterias, atendem à Lei 8.666, bem como ao edital de licitação e ao contrato firmado entre as partes. De acordo com o contrato com a Caixa, mudanças na composição acionária da prestadora de serviços são permitidas desde que não prejudiquem as operações. Os serviços prestados à Caixa não foram prejudicados em momento algum. A Gtech cumpriu e cumpre integralmente suas obrigações contratuais, inclusive na instalação de terminais.
Ao longo dos anos, a relação contratual foi devidamente ajustada para a necessária expansão dos serviços e para viabilizar novos investimentos em apoio ao crescimento da Caixa. Todas as mudanças contratuais foram objeto de negociações abertas, transparentes, adequadas e visaram sempre à melhoria dos serviços prestados à Caixa.
A Caixa nunca sofreu prejuízo devido a aumento de tarifas. Todos os reajustes foram negociados dentro de parâmetros compatíveis de forma a possibilitar investimentos na expansão da rede (de 6.000 para 9.000 casas lotéricas), no número de equipamentos (compra de 9.300 novos terminais) e na ampliação do escopo de serviços, como previsto em contrato.
Quando o contrato chegava ao final de sua vigência, a direção anterior da Caixa decidiu realizar processo de licitação que, no entender da Gtech, infringia direitos da empresa. Após tentativas frustradas de demonstrar à direção da Caixa as falhas em sua licitação, a Gtech optou por recorrer à Justiça, procedimento que qualquer empresa adotaria diante de tal situação. As decisões do Poder Judiciário foram consistentemente favoráveis à Gtech.
As ações ajuizadas pela Gtech tiveram por objetivo assegurar seu direito (e o de outros que assim o desejassem) de participar da licitação da Caixa utilizando o modelo integrado de prestação de serviços. Adotado pela maioria das loterias no mundo, o modelo integrado permite uma solução tecnológica completa a um custo significativamente mais baixo, sem quaisquer restrições a seu gerenciamento pelo contratante. O sistema integrado de serviços, que a direção da Caixa tentou evitar, é o modelo adotado pelas loterias mais bem-sucedidas no mundo.
É importante enfatizar que a Caixa não está juridicamente impedida de realizar processo licitatório, muito menos de executar qualquer projeto ou estudo de modelo de licitação que lhe pareça mais adequado. A Gtech defende seu direito de propor o formato que, em seu entender e de acordo com sua experiência, melhor atende às necessidades do cliente.
A Gtech tem o compromisso de apoiar a atual direção da Caixa no desenvolvimento de um novo procedimento de licitação. Como mencionado em outras declarações, o processo de transferência de inteligência vem sendo realizado de acordo com as cláusulas do Acordo de Nível de Serviço assinado com a Caixa em outubro de 2003. A Gtech registra diariamente a remessa do banco de dados de operações para a Caixa.
A Gtech confia que uma visão imparcial dos fatos e eventos relacionados à presença da empresa no Brasil demonstrará que a Caixa e os milhões de brasileiros que utilizam seus serviços beneficiaram-se fortemente dos investimentos e serviços prestados pela Gtech".


PRESIDENTE DA CEF NEGA ACUSAÇÕES SOBRE A GTECH

23/03/2004 - Agência Brasil

O presidente da Caixa Ecomômica Federal (CEF), Jorge Mattoso, negou hoje qualquer interferência ou pressão externas durante a renovação do contrato com a Gtech, empresa que opera as loterias oficiais no Brasil. "Em nenhum momento autorizei ou alguém autorizou qualquer tipo de intermediação", afirmou Mattoso em audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, em Brasília.

Mattoso começou a ser ouvido às 10h20. O presidente Caixa levou para o Senado e deixou à disposição dos parlamentares duas caixas de papelão que, segundo ele, comprovam a lisura do contrato firmado entre a Caixa e a multinacional que opera as loterias do país.

O presidente da Caixa negou conhecer o ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e Rogério Buratti. Jorge Mattoso desqualificou denúncias de que a Gtech tivesse obtido vantagens na renovação do contrato com o banco. "Se alguém vendeu terrenos na Lua, a Caixa não pode ser responsabilizada. Se alguém comprou, a Caixa não tem nada a ver com isso", afirmou.


QUEM É E COMO AGE A MISTERIOSA GTECH

Empresa de loteria s é acusada de corrupção
em todo o mundo. Chegou a vez do Brasil

Revista IstoÉ Dinheiro,
quarta-feira, 03 de março de 2004
Leonardo Attuch

Arnaldo Bento
Histórico de encrencas A Gtech admitiu encontros com Waldomiro Diniz e Carlos Cachoeira; e no mundo já foi acusada de ajudar Bush e tentar subornar Richard Branson (fotos de cima para baixo)

Texas, 1997. Antes de ser presidente dos Estados Unidos, George W. Bush governava o Estado. Sem explicações, ele suspende a licitação para explorar a loteria local e o contrato é entregue à Gtech, líder mundial no negócio de jogos eletrônicos. Mais tarde, descobre-se que o lobista da Gtech, Ben Barnes, havia sido responsável pela convocação de Bush, nos anos 60, para se alistar na Força Aérea Texana, o que o dispensou de ir ao Vietnã. Pelos serviços prestados à Gtech, Barnes embolsou US$ 23 milhões. Rhode Island, 1998. O presidente e fundador da Gtech, Guy Snowden, renuncia. A Justiça prova que ele havia tentado subornar o bilionário britânico Richard Branson, dono da Virgin, para afastá-lo do mercado inglês de loterias – em 1992, Snowden já havia investido US$ 100 mil na empresa do filho de uma autoridade irlandesa, semanas antes de vencer um contrato. Brasília, 2004. A Gtech está no centro de um novo terremoto. Em notas oficiais, a empresa admite que fez negócios com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e que seus executivos tiveram encontros com Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil, em 2003, durante o governo Lula. Depois disso, a Gtech conseguiu renovar por 25 meses, sem licitação, um contrato de quase R$ 1 bilhão com a Caixa Econômica Federal para processar o jogo em cada uma das 9,5 mil loterias brasileiras.

Essas três histórias revelam o perfil de uma empresa quase monopolista que há anos prospera no Brasil, agindo na sombra. Sediada no moderno edifício paulistano da Bolsa de Imóveis, conhecido como “Robocop”, a Gtech comporta-se como uma sociedade secreta. Seu telefone não consta do discreto website corporativo da companhia nem do serviço de informações da Telefônica. Seus assessores evitam revelar até o endereço da empresa. E, todas as vezes em que foi procurado pela DINHEIRO pelo celular, o presidente da filial da Gtech, Fernando Cardoso, disse estar em reunião.

Apesar de todo o mistério, o Brasil se transformou no maior mercado internacional da Gtech, que chegou ao País em 1993. Das receitas globais de US$ 1,5 bilhão, 15% vêm do Brasil. Com ações negociadas na Bolsa de Nova York, a multinacional, criada por três ex-executivos da IBM, tem um valor próximo a US$ 3,5 bilhões. E, além da Caixa, os principais contratos no País envolvem loterias estaduais, como as de Minas Gerais e Santa Catarina. São raros os casos em que não há algum tipo de confusão. Em Minas, uma dívida de R$ 29 milhões foi perdoada no governo Itamar Franco. “É impressionante a desenvoltura com que a Gtech se expandiu no Brasil”, espanta-se o procurador Rodrigo Albuquerque, da Promotoria de Combate ao Crime Organizado. “Vamos fazer uma devassa em todos os atos e contratos da empresa.”

Depois do escândalo Waldomiro, a Gtech também não terá como escapar a um pente fino federal. O contrato renovado com a Caixa já está sendo investigado pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas e pela Controladoria Geral da União. Os procuradores suspeitam das relações de Waldomiro com o atual diretor de loterias da Caixa, Paulo Campos. Ambos já haviam trabalhado juntos no governo petista de Cristovam Buarque, em Brasília. No TCU, o ministro Ubiratan Aguiar promete iniciar na segunda-feira 1 uma devassa na empresa. Uma auditoria concluída em 2003 já havia apontado indícios de superfaturamento de R$ 90 milhões num contrato fechado com a Caixa em 1997. Na defensiva, a diração do banco alega que, na última renovação contratual, obteve um desconto de 15%, equivalente a R$ 112 milhões.

Por trás de toda a polêmica que envolve a Gtech, há um complicador técnico, que acaba “amarrando” os clientes aos interesses da empresa. Depois do contrato inicial, a multinacional sai em vantagem nas renovações, uma vez que suas máquinas já estão instaladas. No caso da Caixa, uma das alegações para renovar o contrato por 25 meses foi o fato de que as loterias não poderiam ter seus serviços interrompidos. Esse argumento, porém, é contestado pelo ex-presidente da Caixa, Waldery Albuquerque. “Uma renovação por 90 dias seria suficiente”, avalia Waldery. Entre o corpo técnico da Caixa, há até um movimento para que o banco desenvolva terminais para as casas lotéricas, mas a Gtech tem obtido liminares. “A empresa usa a Justiça para adiar a independência da Caixa”, dispara o procurador Lucas Rocha.

No seu histórico, a multinacional americana já se envolveu em muitas outras encrencas, como compras de juízes no Texas e na Califórnia. Em razão disso, seu diretor de vendas, David Smith, chegou a ser condenado pela Justiça americana. Posteriormente, a empresa trocou seus executivos, contratou ex-investigadores do FBI para Conselho e hoje jura seguir um código interno de conduta, que inibe qualquer prática de corrupção. No entanto, depois do escândalo Waldomiro/Cachoeira, a Gtech e sua ética, mais uma vez, estão em xeque. “Teremos de fazer uma CPI só para investigar a Gtech”, avisa o senador Demóstenes Torres (PFL-GO).



WALDOMIRO DINIZ E EX-INTEGRANTES DA GTECH SÃO INTIMADOS A DEPOR
Polícia Federal chamou vice-presidente da Caixa para prestar esclarecimentos

27/02/2004 - Clic RBS

O ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz e dois ex-executivos da empresa GTech, multinacional que controla as loterias do país, foram intimados pela Polícia Federal a depor em Brasília. O ex-diretor de marketing Marcelo Rovai e o ex-presidente da empresa no Brasil Antonio Carlos Lino Rocha prestarão esclarecimentos a partir de segunda, dia 1°, para averiguar caso de corrupção ativa, passiva e crime eleitoral, supostamente cometidos por Diniz.

O pivô da maior crise do governo de Luiz Inácio Lula da Silva está com o depoimento marcado para terça, dia 2, assim como o vice-presidente da Caixa Econômica Federal até janeiro do ano passado, Mário Haag. O banco estatal tem contrato com a  GTech. O inquérito irá averiguar se houve influência de Diniz na renovação de acordo.

Waldomiro Diniz poderá ter o sigilo telefônico do terminal de seu antigo gabinete no Palácio do Planalto quebrado caso o Ministério Público Federal do Rio emita parecer favorável.

A cronologia dos fatos envolvendo Waldomiro Diniz
 
2002
O empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, grava secretamente em vídeo uma reunião com o então presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), Waldomiro Diniz. Cachoeira queria que Waldomiro alterasse um edital para lhe garantir o monopólio da exploração de máquinas de apostas online. Waldomiro oferece o edital para que Cachoeira o modifique de acordo com seus interesses.
Em troca, Diniz pede contribuições mensais de R$ 150 mil para as campanhas de Benedita da Silva (PT) e Rosinha Garotinho (ex-PSB, hoje no PMDB), além de 1% do total do negócio para si.

2003
O novo chefe da Casa Civil, José Dirceu, nomeia Waldomiro como assessor para Assuntos Parlamentares do órgão. Eles se conheciam desde 1992 e chegaram a dividir um apartamento em Brasília. Waldomiro passa a assessorar Dirceu nas negociações com o Congresso.

2004
A revista Época divulga no dia 13 de fevereiro o conteúdo das gravações de Cachoeira e Waldomiro. À publicação, o assessor admite ter recebido R$ 100 mil de Cachoeira para a campanha de Geraldo Magela (PT) ao governo do Distrito Federal.
Após a divulgação das denúncias, José Dirceu exonera Waldomiro do cargo.
No dia 14, a Polícia Federal abre um inquérito para apurar as denúncias.
A oposição passa a semana tentando coletar assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a denúncia. Alegando que as acusações datam do período anterior da presença de Waldomiro na Casa Civil, o governo e os aliados tentam demover a oposição de criar a comissão. A semana anterior ao Carnaval é marcada por turbulências entre as bancadas governistas do Senado e Congresso. Parlamentares divergem sobre a criação da CPI e os senadores do PT chegam a propor uma comissão que investigaria o financiamento de campanhas eleitorais (uma manobra para que os opositores se sintam ameaçados pela possibilidade de abertura das contas de suas campanhas).
Numa nova edição da revista Época, Waldomiro admite ter recebido empresários ligados ao jogo enquanto esteve empregado no governo federal.
A revista Veja divulga na sexta, dia 20, uma entrevista do ex-diretor da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs) José Vicente Brizola em que ele alega ter sido coagido a pedir recursos para a campanha do PT no RS, em 2000. Os doadores seriam empresários ligados ao jogo do bicho e às loterias legalizadas e concedidas pela Lotergs. Os recursos iriam para um fundo ilegal de campanha e o pedido teria sido feito pelo filho da então senadora candidata à releeição Emília Fernandes. Apesar do caixa de campanha paras eleições majoritárias ser comum entre candidatos ao Senado e ao governo do Estado, na entrevista, José Vicente descarta a possibilidade de envolvimento de Paulo Paim e Tarso Genro (candidatos a senador e governador respectivamente) no esquema.
No dia 20, o presidente Lula decide editar uma medida provisória determinando o fechamento de todas as casas de bingo do país e o recolhimento de máquinas de caça-níqueis eletrônicas. A atividade estava sem regulamentação desde o início de 2003 e as casas estavam abertas por meio de liminares obtidas na Justiça.
No mesmo dia, começa a trabalhar a sindicância interna do governo criada para apurar o envolvimento de Waldomiro em casos de irregularidades durante sua passagem pelo governo federal. A comissão recebeu 30 dias para apresentar um relatório.
Durante o período de Carnaval, a maioria das casas de bingo obedece a determinação do governo.

Os personagens da crise

WALDOMIRO DINIZ
Durante o seu período no governo, era os olhos e os ouvidos do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. De posse de mapas que esquadrinhavam o comportamento das bancadas nas votações, Diniz circulava de forma ostensiva no plenário. Ele é paulistano, tem 42 anos e mora no bloco L, na 202 Sul, onde vive  com a mulher, Sandra, e um casal de filhos adolescentes.
Entre os parlamentares, o que mais impressionava era a rapidez com que atendia às demandas - audiências, emendas e cargos no governo -, no máximo em 48 horas. O ex-assessor tinha um método peculiar de atuação. Quando não estava em plenário, circulava puxando pelo braço parlamentares para os cantos do Congresso, onde costumava conversar sussurrando no ouvido de seus interlocutores.
Com a fama de ser o homem que abria a maçaneta da porta do gabinete de Dirceu, Diniz costumava ser chamado de "ministrinho", diminutivo carinhoso que resumia seu status. Diniz está construindo um luxuoso haras em Luziânia (GO). À frente da Subchefia de Assuntos Parlamentares do Ministério da Coordenação Política, cargo que ocupava até o dia 13, recebia R$ 6,3 mil por mês e acumulava dívidas de R$ 66 mil no Banco do Brasil. Avaliado em R$ 500 mil, o imóvel seria incompatível com sua renda - R$ 52 mil líquidos de salário em 2003.

CARLOS CACHOCEIRA
Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, morador de Anápolis (GO), não gosta de ser chamado de bicheiro. Prefere ser classificado como um empresário que luta contra o jogo clandestino. Um dos seis filhos de Sebastião Ramos, conhecido banqueiro do jogo do bicho, começou a vida como um menino pobre. O apelido Cachoeira foi adicionado ao nome do pai pelos apostadores. A maioria dos irmãos também envolveu-se com o jogo do bicho.
Cachoeira se deu bem ao negócio. A discrição é uma das suas habilidades mais conhecidas. Aliado de estrangeiros, tornou-se o primeiro bicheiro eletrônico do Brasil, quando máquinas substituíram os apontadores do bicho. Os equipamentos acabaram tornando-o sócio de casas de bingos. O negócio cresceu, e Cachoeira começou a diversificar - surgiram empresas de limpeza, laboratórios de remédios genéricos e outros investimentos.

JOSÉ VICENTE BRIZOLA
Filho do ex-governador Leonal Brizola, José Vicente ocupou o cargo de diretor da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs) durante o governo Olívio Dutra (1999-2002). Em 2003, José Vicente, de 52 anos, esteve desempregado. Ele integrou o governo de Olívio quando era filiado ao PDT. Em 2000, quando o PT e a sigla de Brizola racharam e o PDT se viu obrigado a deixar o governo, alguns pedetistas ficaram nos seus cargos e se filiaram ao PT. José Vicente foi um deles. A atitude desagradou o pai e os dois estão com as relações rompidas. José Vicente já excerceu um mandato de deputado federal pelo PDT



Polícia Civil vai investigar atuação de jogos do bicho no RS
Em bancas de jornais e sapatarias são visíveis cartazes chamando para apostas

23/02/2004 - Clic RBS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul vai investigar a atuação de jogos do bicho no Estado. Conforme o delegado chefe de polícia distrital de Porto Alegre, Cléber Ferreira, a corporação deve passar a priorizar a fiscalização desse tipo de contravenção.

– Nós priorizávamos ações como roubos e furtos, mas com esse clamor público provavelmente nossa orientação será coibir casas de bingo e, inclusive, o jogo do bicho – afirmou.

As apostas do jogo do bicho são feitas geralmente em bancas de jornais e revistas e sapatarias, locais facilmente identificados como anotadores da jogatina. A primeira chamada do Grupo da Sorte, um grupo de bicheiros da Capital, faz o jogo às 14h. Cerca de uma hora depois, ou seja, quase simultaneamente, o jogador já tem o resultado da aposta. A segunda extração é às 18h, pelas loterias federais.

O jogo da sorte, que reúne uma extração bancada pelos próprios bancários, reúne 80% das apostas e tem elevado crédito junto aos apostadores. Em bancas de jornais e sapatarias são visíveis cartazes chamando para apostas do jogo do bicho.

 

BISCOITO DA SORTE CHINÊS AJUDA PELO MENOS 8 A ACERTAR A MEGA SENA

19/02/2004 - Folha Online

O biscoito da sorte chinês ajudou pelo menos oito moradores da região Nordeste a acertar as seis dezenas do concurso 529 da Mega Sena, realizado no dia 14 de janeiro deste ano.

A conclusão é da própria CEF (Caixa Econômica Federal), que resolveu investigar os ganhadores depois que 15 pessoas da região acertaram o mesmo concurso da Mega Sena.

Alguns apostadores ainda não foram localizados, mas os oito ouvidos pela Caixa disseram ter marcado nos volantes os números que estavam impressos nos papéis que acompanham os biscoitos da sorte fornecidos em restaurantes chineses.
Dos 15 ganhadores, cinco eram de Pernambuco, três da Paraíba, dois do Piauí, dois do Rio Grande do Norte, dois do Ceará e um da Bahia. O prêmio para cada um deles foi de R$ 348.732,75. Os números sorteados foram 01, 13, 33, 38, 45 e 56.

A Caixa descobriu que os números apareceram em biscoitos da sorte de uma rede de restaurante chinês que, entre lojas próprias e franquias, conta com 20 estabelecimentos no Nordeste. A fábrica de biscoitos é da própria rede e fornece os brindes para outros 30 restaurantes chineses na região.

No total, segundo apurou a Caixa, os biscoitos com os números da sorte podem ser encontrados em sete Estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Ceará, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte. A Caixa constatou ainda que esses biscoitos já chegaram a ser comercializados até em uma rede de supermercados, a Bom Preço.

O dono da rede de restaurantes e da fábrica de biscoitos, Fong Yu, informou para a instituição que a máquina que produz as tiras de papel gera, ao todo, 171 combinações de números.
Além disso, de acordo com ele, estas mesmas 171 combinações são impressas desde 1996. Neste período, a fábrica, que vende 270 mil biscoitos por mês, já colocou no mercado mais de 29 milhões de biscoitinhos.

A Caixa calcula que cerca de 169,5 mil pessoas já receberam os biscoitos com a seqüência vencedora do concurso 529.
A máquina que gera as seqüências e as frases impressas nas tirinhas de papel foi criada por um coreano nos Estados Unidos e tem o nome comercial de Fortune Cook Machine. As frases e os números são escolhidos aleatoriamente, por isso nem sempre as mesmas frases vêm acompanhadas dos mesmos números.
Uma das tirinhas da sorte mostrada à Caixa trazia a seguinte frase: "Este será o último ano em que terá alguma agrura financeira".


CAIXA INAUGURA PRIMEIRO CORRESPODENTE BANCÁRIO EM REGIÕES METROPOLITANAS

16/02/2004 - Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal

Instituição inicia expansão da rede para conquistar mercado São Paulo e Rio são os focos dessa investida

O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, inaugurou nesta segunda-feira (16/02), às 15:00 horas, em um supermercado no município de Mauá (ABC paulista), as instalações do primeiro Corresponde Bancário CAIXA AQUI, contratado em bairro de periferia de regiões metropolitanas com mais de 80 mil habitantes.

O correspondente de Mauá é o Supermercado Vidamil, localizado na Rua Angelo Bertuchi, 31, bairro Vila Nova Mauá. O estabelecimento atende também aos bairros carentes Jardim Zaíra e Itapark, uma região de aproximadamente 120 mil moradores, praticamente desprovida de atendimento bancário. A população local, além de continuar comprando no supermercado, passará a contar também com a possibilidade de efetuar o pagamento de contas diversas, receber benefícios sociais do Governo Federal (como Bolsa Família, Bolsa Escola, Seguro-Desemprego, aposentadoria do INSS, PIS), abrir uma conta simplificada CAIXA Aqui e, ainda, realizar saques e depósitos.

Com uma extensa rede de 2.100 correspondentes bancários em pequenos municípios brasileiros, além de 9.000 lotéricas e mais 2.000 agências, a CAIXA se tornou a única instituição financeira presente em todo o território nacional. Agora, busca aumentar o acesso aos serviços bancários para populações de menor renda nas grandes e médias cidades brasileiras.

REDE CAIXA AQUI - A CAIXA já selecionou, em seis meses, 2.250 estabelecimentos comerciais para essas localidades. Todos deverão estar funcionando como correspondentes 'CAIXA AQUI' até abril de 2004, concentrados principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A previsão é de que para o segundo semestre sejam selecionados outros 2.300. A CAIXA estima que, em média, os correspondentes deverão realizar 2.800 transações por mês. Apenas neste ano, esses estabelecimentos deverão beneficiar mais de 6 milhões de pessoas.

Com os novos correspondentes, somados aos já presentes nos pequenos municípios, a CAIXA chegará ao final de 2004 a uma rede de mais de 6.650 pontos de atendimento desse tipo. A meta, no entanto, é ainda mais ousada: ultrapassar a marca de 10 mil correspondentes bancários instalados em comércios, até o final de 2006.

CONQUISTA DO MERCADO -
A ampliação da rede de correspondentes bancários faz parte de uma estratégia de conquista de mercado. A CAIXA planejou uma grande investida nas grandes e médias cidades brasileiras. Os centros econômicos do Rio de Janeiro e São Paulo, onde a CAIXA perdeu espaço para a concorrência nos últimos anos, serão os principais focos dessa expansão.

A rede de agências terá um aporte de 500 novos pontos de atendimento até 2005, o que significa um aumento de 25%. Até o final deste ano, já serão 200 novas agências, o que significa abrir pelo menos uma agência por dia em todo o Brasil.



CAIXAS ELETRÔNICOS E LOTERIAS PODERÃO TER SEGURANÇA ARMADA

15/02/04 -  Agência Câmara

Está pronto para ser apreciado pelo plenário da casa o Projeto de Lei 1901/03 do deputado Alberto Fraga (PTB-DF) que  determina o emprego de segurança armada nos terminais de caixas eletrônicos e nas loterias que realizam serviços bancários.

O projeto prevê que as agências bancárias ficam obrigadas a promover a segurança armada nos caixas eletrônicos sob sua responsabilidade, nos horários em que houver atendimento ao público. Pelo texto, as agências lotéricas que prestam os mesmos serviços também deverão contratar segurança armada.

Alberto Fraga afirma que várias pessoas já foram vítimas de furto, roubo, extorsão, estelionato entre outros crimes enquanto realizavam operações bancárias no interior das

cabines eletrônicas. Segundo ele, esses crimes poderiam ter sido evitados se houvesse a presença ostensiva de um segurança armado.

A proposta foi apensada ao PL 5059/01 do deputado José Pimentel (PT -CE) sobre o mesmo assunto. Se aprovado o projeto segue para o Senado.


CAIXA DESMENTE DENÚCIA DA REVISTA ÉPOCA

13/02/2004 -
Gustavo Bernardes - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Caixa Econômica Federal divulgou nota desmentindo irregularidades entre o banco, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, Waldomiro Diniz, e a empresa multinacional Gtech, responsável pelo processamento de dados das loterias federais. Segundo denúncia publicada na revista "Época", Diniz teria interferido diretamente do Palácio do Planalto a favor da empresa para beneficiar-se financeiramente e politicamente.

"O contrato com a Gtech Brasil Ltda, assinado em 26 de maio de 2000, foi prorrogado por razões exclusivamente técnicas e seguindo todos os rigores legais que garantem a lisura do processo", explicou a Caixa por meio de nota.

Segundo o documento, a Caixa prorrogou o contrato por mais 25 meses em abril de 2003 porque estava impossibilitada judicialmente de licitar os serviços prestados pela Gtech. "A paralisação do serviço até então prestado pela Gtech resultaria em sérios prejuízos para o país, uma vez que as loterias são importante fonte de receita e desempenham relevantes funções sociais", afirma a nota.

Segundo a Caixa, a renovação do contrato rendeu, em contrapartida, um desconto de 15% no valor dos serviços prestados pela multinacional, uma economia de R$ 112 milhões, além também da retirada de outras ações judiciais interpostas pela própria Gtech. Segundo a assessoria de imprensa, por causa da renovação do contrato a Caixa pôde arrecadar no ano passado R$ 3,5 bilhões com jogos lotéricos, sendo que R$ 1,7 bilhão foram destinados para programas e fundos sociais.



LOTÉRICAS VÃO RECEBER BLOQUETOS DE OUTROS BANCOS

12/02/2004 - Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal

Contas devem ter código de barras e os valores devem ser inferiores a R$150

A partir da próxima segunda-feira (16/02), as nove mil casas lotéricas da Caixa Econômica Federal aceitarão boletos de outros bancos. As lotéricas receberão pagamento em dinheiro de faturas que tenham código de barras e sejam de valores inferiores a R$ 150,00 . As faturas também devem estar dentro do prazo de vencimento. Após a data, a conta só poderá ser paga em agências do próprio banco que a emitiu, o que já é feito hoje com faturas atrasadas.

As lotéricas, além de venderem jogos, se transformaram, nos últimos anos, em centros de prestação de serviços para a população, especialmente a de menor renda. Nas lotéricas é possível receber benefícios sociais do governo federal, como FGTS, INSS, PIS, Bolsa-Família, além de fazer depósitos e saques de conta-corrente e poupança, entre outros serviços. Mas é no recebimento de contas diversas, primeiro serviço bancário implantado nas lotéricas, que elas têm seu maior destaque.

Mais da metade das contas pagas no sistema bancário de todo o país são pagas nas casas lotéricas. O atendimento rápido, a proximidade de casa e o horário estendido de funcionamento das lotéricas são grandes vantagens para quem precisa apenas pagar uma conta.

A cada ano, milhões de transações são realizadas nessa rede. No ano passado, o total de boletos pagos nas lotéricas da CAIXA foi de 595,6 milhões. Esse volume é ainda maior quando comparado às contas pagas entre os anos de 1999 a 2003. Nesse período (cinco anos), o aumento acumulado é de 50,30%, o equivalente a mais de 2,7 bilhões de boletos pagos.



LUCRO DA CAIXA CRESCE 49%.

11/02/2004 - Stênio Ribeiro - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Caixa Econômica Federal (CEF) registrou, no ano passado, lucro líquido de R$ 1,616 bilhão, com crescimento de 49,49% sobre o resultado obtido em 2002, que "já fora um ano positivo". O anúncio foi feito pelo presidente da CEF, Jorge Mattoso, comemorando que o saldo foi "extraordinário sob todos os pontos-de-vista", o que dá bem a idéia de "saúde financeira" da instituição.

O resultado, segundo ele, decorre do desempenho positivo nas diferentes áreas de atuação da Caixa, com destaque para as receitas de R$ 25,051 bilhões obtidas com operações de intermediação financeira. Valor que cobriu, com folga, as despesas de R$ 16,486 bilhões com as intermediações, gerando saldo de R$ 8,565 bilhões (25,71% a mais que o saldo de 2002).

A Caixa também obteve, em 2003, receitas de R$ 4,594 bilhões com prestações de serviços (aumento de 8,50%) e resultado operacional de R$ 2,199 bilhões (mais 40,91%). O lucro com prestações de serviços (tarifas bancárias, loterias e administração de fundos) foi suficiente para pagar todas as despesas de pessoal, que chegaram a R$ 4,030 bilhões no ano, e que tiveram aumento de apenas 4,38%, apesar da recomposição salarial provocada pela greve dos economiários no mês de setembro.

Jorge Mattoso disse que paralelo a isso houve melhora, também, no programa de racionalização de custos da CEF, com economia de R$ 284 milhões nos gastos e despesas da instituição no ano passado. Resultado acima da meta, que era de R$ 200 milhões. E, baseado nas perspectivas de crescimento econômico do país, Mattoso acredita que o programa "deve gerar economia em torno de R$ 350 milhões neste ano".

A Caixa encerrou 2003 com R$ 25,27 bilhões na carteira de empréstimos -- 11% a mais que no ano anterior --, o que equivale a quase 10% do total de operações de crédito no mercado. Mas o presidente da CEF acredita que o banco "ainda tem muito espaço" para aumentar a carteira de empréstimos, que neste ano pode chegar a R$ 42 bilhões, no seu entender, dependendo da evolução do mercado e da redução da taxa básica de juros.

Dos empréstimos, R$ 19,6 bilhões foram destinados ao comércio, enquanto indústria e serviços dividiram o resto, de acordo com Mattoso. Ele adiantou, ainda, que pela primeira vez, nos últimos dez anos, a Caixa contratou toda a dotação anual, de R$ 1,7 bilhão, para saneamento e infra-estrutura, contra aplicações de apenas R$ 216 milhões em 2002, e o segmento de habitação teve R$ 5,6 bilhões.



BOLÃO DE CUIABANOS GANHA R$ 15 MILHÕES NA MEGA-SENA

02/02/2004 - Assessoria de Imprensa Loterias CAIXA

Depois de quatro jogos acumulados, a Mega-Sena saiu para um bolão de 12 cuiabanos. Além do prêmio principal, os felizardos acertaram também 12 quinas e 15 quadras, totalizando R$ 149.127,81. O bolão foi feito com R$ 100,00 na Lotérica 13. É a segunda vez que um prêmio principal da Mega sai para o Mato Grosso. As dezenas sorteadas foram: 03 , 08, 23, 31, 48, 57.

Os apostadores de plantão não devem desanimar. O concurso 535 da Mega-Sena, que será sorteado nesta quarta-feira (04/02), traz uma programada acumulada, ou seja, R$ 8 milhões para quem acertar as dezenas da faixa principal.

Além de tentar a sorte em uma das Loterias CAIXA, o apostador ainda contribui com recursos para áreas como educação, seguridade social, cultura e esporte olímpico e paraolímpico. Somente em 2003, as Loterias da CAIXA arrecadaram R$ 3,5 bilhões. Desse montante, mais de R$ 1,7 bilhão foram repassados à sociedade por meio dos programas sociais do Governo Federal.

O próximo sorteio da Mega-Sena será quarta-feira (4), às 20 horas (horário oficial de Brasília), no Caminhão da Sorte que está estacionado na cidade de Vacaria (RS).

As apostas poderão ser feitas até uma hora antes do sorteio em uma das 9 mil casas lotéricas de todo o Brasil.

O que é uma programada acumulada?

As programadas acumuladas tem 25% do valor destinado à premiação de cada concurso reservados para os concursos de final zero (540, 550, 560) e final cinco (535, 545, 555).

 

Conheça uma nova maneira de apostar na sorte, chegou o LOTOFÁCIL.

22/09/2003
Clique no baner, ao lado, e veja como jogar             



Promoção Ajude e Ganhe! do Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul

08/09/2003

Esta promoção conta com o apoio da SINCOERGS e Totobola. Para participar é muito fácil, basta ir a qualquer Agência Lotérica do Estado e pontos alternativos, e adquirir a sua cartela no valor de R$ 5,00 (cinco reais) até o dia 10 de outubro, e no dia 11 aguardar o resultado!!!
Mais detalhes visite: www.ici-rs.org.br/frameset.htm
Solicitamos a todos os colegas Lotéricos o engajamento na campanha, incentivando seus funcionários a oferecerem as cartelas. Esta é a nossa parcela para o sucesso da promoção.


Expansão de Correspondentes Bancários - CAIXA AQUI

01/09/2003

A CAIXA está abrindo inscrições para a contratação de 4.250 Correspondentes Bancários em 251 municípios.
Para maiores detalhes visite o "site" da Caixa.
Se você é Empresário Lotérico, nós queremos saber a sua opinião sobre esta iniciativa da Caixa.
Mande sua mensagem para o e-mail:    loteriasaqui@loteriasaqui.com.br 
 
 CAIXA AQUI   http://www.caixa.gov.br/      


Italiano acerta loteria e leva 66 milhões de euros

Fonte: Portal Terra, 13 de agosto de 2003, 19h34 

Um apostador italiano ganhou sozinho a loteria do país que estava acumulada há seis meses. Ele levou, com apenas um cartão, 66 milhões euros, o equivalente a R$ 224 milhões.
A possibilidade de ganhar a bolada levou milhares de franceses, suíços, austríacos e eslovenos a atravessar a fronteira para participar da popular loteria Superenalotto. Nas casas lotéricas situadas em áreas fronteiriças, o número de jogadores cresceu até 130%.
O jogo Superenalotto, do qual participam semanalmente mais de 20 milhões de pessoas, registrou aumento de 20% de participação em toda a Itália.
Segundo um estudo realizado no ano passado, o Superenalotto é um dos sorteios do mundo mais difíceis de se ganhar, com uma possibilidade de um em 600 milhões.


Revendedor Lotérico é ressarcido de prejuízo com clonagem de conta.

12/08/2003

Diversos contatos foram feitos com a Caixa e AES Sul, para ressarcimento de uma conta clonada, paga com cheque roubado, que resultaram infrutíferos. Após o registro da ocorrência e envio do ofício abaixo, para a Caixa, o valor foi ressarcido e creditado em 01/ 08/2003.

À
Caixa Econômica Federal

Nesta

Canoas, 28 de julho de 2003

Ref.: Clonagem de conta
Anexos: Cópias da Ocorrência Policial, cheque nº 000597, canhoto da conta, recibo emitido pela Lotérica e, do débito feito pela Caixa.

Senhor Gerente,

Recebemos em 26/06/2003 a conta da AES Sul, código de cliente XXXXXXX, no valor de R$ 277,85 (duzentos e setenta e sete reais e oitenta e cinco centavos).
Como estamos autorizados pelo convênio a receber em cheque, desde que o titular da conta seja o mesmo da fatura, e que os valores também sejam os mesmos, assim foi procedido, anotando-se inclusive, no verso do cheque, o código de barras impresso no recibo do cliente.
Como o cheque foi devolvido pelo Sistema de Compensação, encaminhamos o mesmo à Caixa, em 02/07/2003, para ser restituído pela Concessionária, conforme estabelece o convênio, tendo o crédito sido efetuado em 02/07/2003.
Para nossa surpresa, este cheque foi nos devolvido e debitado em 21/07/2003, sob a alegação de que o titular da conta AES Sul e do cheque são divergentes.
Após análise e pesquisa, constatou-se que foi feita uma clonagem da conta da AES Sul, para que pudesse ser paga dentro das normas do convênio.
Informamos, também, que não está disponível, no sistema on-line, o nome do consumidor, para a possível conferência do nome no momento do recebimento da conta.
Como concessionária do Serviço Público de Energia Elétrica, a vítima do golpe é a AES Sul, a quem cabe as providências de direito e, se for o caso, o prejuízo decorrente da fraude.
Solicitamos pois, providenciar junto à Concessionária, a devolução do valor indevidamente debitado da nossa conta nº 043.XXXXXXX-X  -  código de revendedor 18.XXXXXX-X.

Sem mais, para o momento, subscrevemo-nos


MP 107 Transformada em Lei

Fonte: Subchefia para Assuntos Jurídicos - Presidência da República - 02/06/03

Lei nº 10.684, de 30.5.2003 -
(veja a Lei na íntegra clicando no link).
Altera a legislação tributária, dispõe sobre parcelamento de débitos junto à Secretaria da Receita Federal, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social e dá outras providências.
..................................................................................................
Art. 24. Os arts. 1o e 2o da Lei no 10.034, de 24 de outubro de 2000, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1o - Ficam excetuadas da restrição de que trata o inciso XIII do art. 9o da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, as pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às seguintes atividades:
I – creches e pré-escolas;
II – estabelecimentos de ensino fundamental;
III – centros de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga;
IV – agências lotéricas;
V – agências terceirizadas de correios;
VI – (VETADO)
VII – (VETADO)" (NR)
"Art. 2o - Ficam acrescidos de cinqüenta por cento os percentuais referidos no art. 5o da Lei no
9.317, de 5.12.96, alterado pela Lei no 9.732, de 11.12.98, em relação às atividades relacionadas nos incisos II a V do art. 1o desta Lei e às pessoas jurídicas que aufiram receita bruta decorrente da prestação de serviços em montante igual ou superior a trinta por cento da receita bruta total." (NR)
..................................................................................................
Brasília, 30 de maio de 2003; 182o da Independência e 115o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Antonio Palocci Filho
Ricardo José Ribeiro Berzoini


ALERTA DE ROUBO E FURTO DE VEÍCULO

A Polícia Rodoviária Federal está disponibilizando para a sociedade, o ALERTA de Roubo e Furto de veículos Nacional.
O sistema é integrado com o INFO ESTRADA e permite que o ALERTA seja automaticamente disponibilizado para as viaturas com acesso via satélite (480 veículos), e para a intranet do órgão (mais de 400 postos da PRF)
Com o novo sistema aumenta a probabilidade de recuperação do veículo, já que a polícia poderá agir imediatamente após o ato criminoso, dificultando a fuga.
Para registrar a sua ocorrência acesse o "
Registro Online".
O registro no Alerta não dispensa a comunicação a Polícia Civil.
Falsa comunicação à Polícia é crime: Art. 340 do Código Penal Brasileiro.